- Vandinho

- há 5 dias

O Alzheimer é uma doença caracterizada pela perda lenta e progressiva das funções cognitivas e tem se tornado cada vez mais frequente com o envelhecimento da população, fase em que costumam surgir os primeiros sinais.
“Os sintomas geralmente aparecem a partir dos 65 anos, o que faz com que a doença seja mais comum em idosos. O Alzheimer ocorre com mais frequência em mulheres e provoca alterações no comportamento do paciente”, explicou o neurologista João Carlos Lobato Moraes ao site Metrópoles.
A doença costuma evoluir em três estágios. Na fase inicial, surgem lapsos de memória e mudanças de personalidade.
No estágio intermediário, o paciente passa a ter dificuldade para realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Já na fase avançada, aparecem limitações para executar atividades básicas, como cuidados de higiene pessoal.
Sintomas iniciais de Alzheimer
Alguns sinais exigem atenção especial, entre eles:
Perda de memória recente;
Dificuldade para realizar tarefas do dia a dia;
Trocar objetos de lugar com frequência;
Repetir a mesma pergunta várias vezes;
Dificuldade para dirigir ou percorrer caminhos já conhecidos;
Problemas para encontrar palavras e expressar ideias ou sentimentos;
Alterações de comportamento, como irritabilidade, desconfiança sem motivo, agressividade, passividade, interpretações equivocadas de estímulos visuais ou auditivos e tendência ao isolamento.
Embora o Alzheimer não tenha cura, o diagnóstico precoce é fundamental, pois permite retardar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida ao paciente.
Como prevenir o Alzheimer
Segundo especialistas, alguns fatores de risco, como envelhecimento e histórico familiar, não podem ser evitados.
No entanto, certos hábitos ajudam a reduzir as chances de desenvolvimento da doença, como:
Praticar atividade física regularmente;
Prevenir e tratar doenças cardiovasculares, com atenção especial ao controle da pressão arterial;
Controlar diabetes e obesidade
Evitar o tabagismo. Noticias ao Minuto

- Vandinho

- há 5 dias

homem acusado de assassinar a tiros o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe foi considerado culpado nesta terça-feira por um tribunal do Japão e condenado à prisão perpétua.
Tetsuya Yamagami, de 45 anos, atacou o ex-líder durante um comício eleitoral em julho de 2022, na cidade de Nara, cerca de dois anos após Abe deixar o cargo.
A sentença foi anunciada pelo juiz Shinichi Tanaka durante audiência realizada no tribunal de Nara, próximo a Quioto. Yamagami utilizou uma arma caseira para cometer o crime, em 8 de julho de 2022, em plena atividade de campanha.
No início do julgamento, em outubro, o réu confessou o assassinato. O Ministério Público havia pedido prisão perpétua, classificando o caso como um crime sem precedentes no Japão do pós-guerra e destacando as consequências profundas para a sociedade japonesa.
Embora a pena de prisão perpétua no Japão preveja, em tese, a possibilidade de liberdade condicional, especialistas apontam que muitos condenados acabam morrendo sob custódia.
O assassinato de Shinzo Abe causou forte comoção em um país onde crimes com armas de fogo são extremamente raros. O caso também trouxe à tona o motivo alegado por Yamagami, que afirmou ter escolhido Abe como alvo devido a supostos vínculos do ex-premiê com a Igreja da Unificação, também conhecida como Moonies.
Fundada em 1954 na Coreia do Sul por Sun Myung Moon, a Igreja da Unificação passou a ser alvo de intenso escrutínio após o crime, acusada de pressionar financeiramente seus fiéis e de manter relações estreitas com políticos japoneses. Abe havia participado de eventos organizados por entidades ligadas à igreja.
Durante o processo, a promotoria afirmou que Yamagami nutria profundo ressentimento contra a organização religiosa. Segundo os investigadores, ele começou a planejar o ataque em 2020, pesquisando na internet como fabricar uma arma de fogo e realizando testes em áreas montanhosas isoladas.
A defesa destacou o histórico familiar do réu, incluindo o suicídio do pai quando ele tinha quatro anos e o impacto financeiro causado pelas doações feitas pela mãe à Igreja da Unificação.
Ela teria entregue cerca de 100 milhões de ienes à organização, o que levou a família à ruína. Yamagami abandonou os estudos e tentou tirar a própria vida em 2005. Um irmão morreu dez anos antes, em um caso também tratado como suicídio.
Segundo a acusação, Yamagami acreditava que matar uma figura tão influente quanto Abe chamaria a atenção pública para a atuação da igreja.
As investigações revelaram ligações entre a Igreja da Unificação e membros do Partido Liberal Democrático, legenda de Abe, o que resultou na renúncia de quatro ministros à época. Um levantamento interno do partido indicou que metade dos parlamentares tinha algum tipo de vínculo com a organização.
Em abril de 2025, um tribunal determinou a dissolução da filial japonesa da Igreja da Unificação, citando danos sem precedentes à sociedade.
O caso também expôs falhas graves na segurança do ex-primeiro-ministro, já que os agentes presentes não reagiram imediatamente ao primeiro disparo. Após o crime, o Japão endureceu sua legislação sobre armas em 2024, passando a criminalizar também o compartilhamento de instruções para fabricação ou venda de armamentos nas redes sociais. Noticias ao Minuto


O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, no âmbito da Procuradoria da República na Bahia, uma série de procedimentos para apurar possíveis irregularidades e acompanhar a qualidade de cursos de graduação oferecidos por instituições privadas de ensino superior no estado.
As medidas constam em três portarias publicadas nesta terça-feira (20) e assinadas pelo procurador da República Edson Abdon Peixoto Filho.
A primeira delas converte um Procedimento Preparatório em Inquérito Civil Público para investigar supostas irregularidades na realização do estágio curricular obrigatório do curso de Biomedicina oferecido pelo Centro Universitário Estácio da Bahia.
De acordo com a portaria, o procedimento havia sido instaurado para apurar denúncias relacionadas ao cumprimento das exigências legais do estágio, etapa indispensável para a conclusão do curso, segundo o documento.
Como o prazo inicial do procedimento preparatório se encerrou sem que todas as informações solicitadas fossem prestadas, o MPF afirma que decidiu pela conversão em inquérito civil, instrumento que permite uma apuração mais aprofundada.
Entre as providências determinadas estão a comunicação à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), a adequação da ementa do procedimento e a reiteração de ofícios que não foram respondidos. O prazo inicial do inquérito é de um ano.
Além da investigação no curso de Biomedicina, o MPF instaurou dois Procedimentos Administrativos com foco no acompanhamento da qualidade de cursos de graduação em Medicina, a partir das diretrizes da iniciativa EnsinaMED, voltada à fiscalização da formação médica no país.
Um dos procedimentos diz respeito ao curso de Medicina oferecido pelo Centro Universitário de Ciências e Empreendedorismo (Unifacemp), em Santo Antônio de Jesus, enquanto o outro envolve o curso da mesma área ofertado pelo Centro Universitário Unime, localizada em Lauro de Freitas.
Os Procedimentos Administrativos instaurados têm como objetivo acompanhar, de forma continuada, se os cursos de Medicina da Unifacemp e da Unime atendem às exigências previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e em normas relacionadas ao Programa Mais Médicos.
A portaria explicita que o objetivo do inquérito é uma apuração mais aprofundada acerca dos internatos médicos. O MPF afirmou que essa fase é uma etapa obrigatória da formação prevista nas Diretrizes Curriculares Nacionais e que não suspende o vínculo do estudante com a instituição de ensino e, mesmo durante esse período, os alunos continuam pagando mensalidades, devendo as universidades garantir condições adequadas de formação prática, supervisão, infraestrutura e acompanhamento pedagógico.
Nas duas portarias, o procurador destaca que a educação é um direito constitucionalmente assegurado e que o ensino superior privado, embora permitido, deve obedecer às normas gerais da educação nacional e estar sujeito à autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.
As portarias determinam a autuação formal dos procedimentos, a publicação dos atos e o cumprimento de diligências já definidas em despachos internos do MPF. Assim como no inquérito civil, o prazo inicial para acompanhamento é de um ano. BN






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