
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou, nesta terça-feira (20), no Diário Oficial do Estado, o edital do Processo Seletivo Interno da Bolsa Mais Professores, concedida pelo Ministério da Educação (MEC).
A iniciativa vai selecionar 983 docentes de 166 unidades da rede estadual, inseridos em 122 municípios baianos, para a participação em curso de formação continuada, com concessão de bolsa mensal no valor de R$ 2.100, paga pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao MEC, de forma complementar à remuneração.
O processo é voltado a professores da Educação Básica que atuam no Ensino Fundamental – Anos Finais e no Ensino Médio, especialmente em escolas inseridas em contextos que demandam maior fortalecimento do quadro docente.
Serão selecionados pelo MEC 328 professores na área de Linguagens, 273 de Exatas, 178 de Humanas, 173 de Ciências da Natureza e 31 de outras disciplinas. A ação integra uma política nacional de valorização profissional, incentivo à carreira e qualificação permanente, contribuindo para a melhoria da aprendizagem dos estudantes da rede pública.
As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 22 de janeiro e 2 de fevereiro, exclusivamente, pelo endereço eletrônico https://inscricaoonlineiat.educacao.ba.gov.br. Podem participar professores efetivos, indígenas e contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), desde que estejam em efetiva regência, possuam licenciatura plena na área de atuação e atendam aos critérios estabelecidos no edital. O resultado final será homologado no dia 10 de fevereiro.
O curso de especialização será ofertado na modalidade Educação à Distância, com carga horária de 360 horas e duração de 24 meses, com foco na prática pedagógica. Participação, frequência e permanência no curso e no exercício da regência na unidade vinculada são condições para o recebimento da bolsa, reforçando o compromisso com a formação continuada e o fortalecimento da educação pública estadual. g1


Um casal natural de Salvador foi condenado pelo Tribunal de Turim, na Itália, a nove anos e dez meses de prisão pelos crimes de tráfico de pessoas e exploração da prostituição. As informações foram divulgadas pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (20).
Os dois faziam parte de um grupo de cinco brasileiros sentenciados no país europeu após investigação conduzida em cooperação com a PF. Eles estão presos desde abril de 2025.
Segundo as apurações, os condenados integravam uma organização criminosa responsável por recrutar pessoas no Brasil com promessas de trabalho legal na Itália.
Ao chegarem ao país, as vítimas eram submetidas a dívidas abusivas e constrangidas a se prostituir, com retenção dos valores obtidos pelos exploradores.
A investigação iniciou a partir do relato de uma das vítimas e contou com a atuação conjunta da Adidância da Polícia Federal em Roma, autoridades italianas e unidades da PF no Brasil. A cooperação internacional permitiu identificar os integrantes do grupo, realizar as prisões e viabilizar as condenações judiciais.
Além do casal de Salvador, os pais do homem, apontados como cúmplices no esquema criminoso, também foram condenados. O pai recebeu pena de sete anos e nove meses de prisão, enquanto a mãe foi sentenciada a cinco anos e seis meses.
Uma quinta integrante do grupo, considerada cúmplice, foi condenada a seis anos, um mês e 27 dias de reclusão. Segundo a Polícia Federal, após o cumprimento das penas, todos os condenados serão expulsos da Itália. Metro1


Quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no Brasil em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao longo do ano, o país registrou 1.470 casos, o maior número da série histórica e um novo recorde nacional.
O total supera os 1.464 feminicídios contabilizados em 2024, que até então concentravam a maior marca anual. A taxa nacional chegou a 0,69 caso por 100 mil habitantes, o índice mais elevado dos últimos dez anos. Na comparação entre os dois anos, houve um crescimento de 0,41%.
Os dados revelam ainda uma concentração expressiva de ocorrências no mês de abril, que somou 138 feminicídios. No recorte por estados, São Paulo lidera o ranking, com 233 casos, seguido por Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104).
Ao todo, 15 estados registraram aumento no número de crimes entre 2024 e 2025, com as maiores altas percentuais nas regiões Norte e Nordeste. Em contrapartida, 11 unidades da federação apresentaram redução nos registros.
O balanço atual, embora recorde, ainda é visto com cautela, pois os números finais podem ser ainda mais expressivos. Isso ocorre porque estados como São Paulo, Pernambuco, Alagoas e Paraíba ainda não haviam consolidado os registros de dezembro até o fechamento do relatório.
O Brasil contabilizou 13.448 mortes por questões de gênero, o que mantém uma média persistente e alarmante de 1.345 vítimas anuais.
Desde 2024, o feminicídio deixou de ser apenas uma qualificadora do homicídio e passou a ser tratado como crime autônomo no Código Penal. A mudança integra o Pacote Antifeminicídio, que endureceu as punições e promoveu alterações na Lei Maria da Penha, no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal.
As penas agora variam de 20 a 40 anos de prisão, podendo chegar a 60 anos em casos com agravantes, o que torna o feminicídio o crime com a punição mais severa atualmente prevista na legislação brasileira.
Salvador
Crimes Violentos Letais Intencionais
Entre janeiro e junho de 2025, a Polícia Civil registrou 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar -, sendo que 95% das vítimas eram homens e 5% mulheres. Foram contabilizados ainda 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).
No índice de 2024 do Anuário de Segurança Pública, que mede homicídios e lesões graves com intenção de matar, Salvador apresentou taxa de 52, enquanto a média nacional é 20,4. No total, foram registradas 1.335 mortes violentas na cidade nesse período, representando quase 30% do índice nacional em apenas seis meses.
Segundo o anuário, a capital baiana ultrapassou Macapá, capital do Macapá. A Bahia, por sua vez, é o segundo estado mais violento do país. Perde apenas para o Amapá. AratuOn






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