
Cerca de 30% dos cursos de Medicina avaliados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed 2025) tiveram desempenho considerado insatisfatório pelo Ministério da Educação (MEC).
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19), em Brasília, pelo ministro da Educação, Camilo Santana (veja a lista das universidades ao longo desta matéria).
Uefs entre as mais bem avaliadas
Na Bahia, instituições públicas e privadas aparecem em todas as faixas de avaliação, que variam de 1 a 5. A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) obteve nota 4, ficando entre os cursos bem avaliados no estado.
Na faixa 4, além da Uefs, aparecem a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, o Centro Universitário FG (Unifg), em Guanambi, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), em Barreiras, e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Jequié.
Nota máxima
Quatro instituições baianas obtiveram a nota máxima, 5: Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, Universidade Federal da Bahia (Ufba), campus Vitória da Conquista, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), também em Vitória da Conquista, e a Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Paulo Afonso.
Notas dos cursos de Medicina avaliados pelo MEC na Bahia:
Nota 2
CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU DE BARREIRAS (Uninassau) – Centro Universitário – Privada sem fins lucrativos – Barreiras
Centro Universitário Zarns – Salvador – ZARNS SALVADOR – Centro Universitário – Privada com fins lucrativos – Salvador – 2.
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIME – UNIME – Centro Universitário – Privada com fins lucrativos – Lauro de Freitas – 2.
FACULDADES INTEGRADAS DO EXTREMO SUL DA BAHIA – UNESULBAHIA – Faculdade – Privada com fins lucrativos – Eunápolis – 2.
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Vitória da Conquista – Afya FCM VIC – Faculdade – Privada com fins lucrativos – Vitória da Conquista – 2.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA UFSB – Universidade – Pública Federal – Teixeira de Freitas – 2.
Faculdade Pitágoras de Medicina de Eunápolis – Faculdade – Privada com fins lucrativos – Eunápolis – 2.
Faculdade Estácio de Alagoinhas – Privada com fins lucrativos – Alagoinhas – 2
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna – AFYA ITABUNA – Privada com fins lucrativos – Itabuna – 2.
Faculdade AGES de Medicina – Faculdade AGES – Privada com fins lucrativos – Jacobina – 2.
Faculdade Estácio de Juazeiro – Estácio Juazeiro – Privada com fins lucrativos – Juazeiro – 2.
Faculdade AGES de Medicina de Irecê – Faculdade AGES – Privada com fins lucrativos – Irecê – 2.
Nota 3
UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS – Privada com fins lucrativos – Salvador – 3
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA UFRB – Pública Federal – Santo Antônio de Jesus – 3.
Afya Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi – Afya Guanambi – Privada com fins lucrativos – Guanambi – 3.
Nota 4
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA (UNEB) – Pública estadual – Salvador – 4
ESCOLA BAHIANA DE MEDICINA E SAÚDE PÚBLICA EBMSP – Privada sem fins lucrativos – Salvador – 4.
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) – Pública Federal – Salvador – 4
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA – UEFS – Pública Estadual – Feira de Santana – 4.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA (UESB) – Pública Estadual – Jequié –
Centro Universitário FG – UNIFG – Privada com fins lucrativos – Guanambi – 4
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA – UFOB – Pública Federal – Barreiras – 4.
Nota 5
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ UESC – Pública Estadual – Ilhéus – 5
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA UFBA – Pública Federal – Vitória da Conquista – 5
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB – Pública Estadual – Vitória da Conquista – 5
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO – UNIVASF Pública Federal – Paulo Afonso – 5
Nota intermediária
Três cursos alcançaram nota 3, considerada intermediária: Universidade Salvador (Unifacs), em Salvador, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Santo Antônio de Jesus, e Afya Faculdade de Ciências Médicas de Guanambi.
Baixo desempenho
De acordo com o MEC, a nota 2 indica desempenho abaixo do esperado (insatisfatório). Na Bahia, 12 instituições ficaram nessa faixa, entre elas centros universitários e faculdades privadas e uma universidade federal.
Estão com nota 2: Centro Universitário Maurício de Nassau de Barreiras (Uninassau), Centro Universitário Zarns, em Salvador, Centro Universitário Unime, em Lauro de Freitas, Faculdades Integradas do Extremo Sul da Bahia (Unesulbahia), em Eunápolis, Afya Faculdade de Ciências Médicas de Vitória da Conquista, Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas, Faculdade Pitágoras de Medicina de Eunápolis, Faculdade Estácio de Alagoinhas, Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna, Faculdade AGES de Medicina, em Jacobina, Faculdade Estácio de Juazeiro e Faculdade AGES de Medicina de Irecê.
O Enamed
O Enamed é uma modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) voltada exclusivamente para cursos de Medicina. Além de avaliar a formação dos estudantes, o exame permite o aproveitamento dos resultados em processos seletivos de programas de residência médica.
Os números divulgados pelo MEC referem-se a 351 cursos de Medicina que participaram do Enamed 2025 em todo o país. Desse total, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que reúne instituições públicas federais e privadas. Os demais cursos são regulados pelos sistemas estaduais de ensino.
O que diz o ministro da Educação
O ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou o papel do Enamed como um instrumento de diagnóstico da formação médica no país, mostrando as instituições que estão tendo um bom desempenho e que precisam melhorar.
Para ele, é fundamental que os médicos tenham uma boa formação para garantir o atendimento dos cidadãos nos hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
“Há uma grande preocupação nos ministérios da Educação e da Saúde em assegurar que os cursos oferecidos aos alunos brasileiros possam garantir a qualidade da formação médica nesse país, até porque são profissionais que cuidam da vida das pessoas”.
Santana destacou que os resultados do Enamed mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios.
Também ressaltou que mais de 80% dos cursos superiores de medicina no Brasil são oferecidos por instituições de ensino superior privadas e que instituições que cobram mensalidade dos alunos devem apresentar qualidade no ensino.
“O que estamos avaliando é se os cursos têm uma boa infraestrutura, se eles têm monitoria, laboratório, se têm bons professores. E isso a gente só pode fazer avaliando os resultados e, também, dialogando com as instituições para que possam melhorar”, considerou.
Sobre as medidas aplicadas às universidades cujos concluintes não atingiram o nível mínimo de aprendizagem ao final do curso — como a supervisão ou a suspensão das graduações —, Santana destacou que nenhum aluno será prejudicado. Segundo ele, o objetivo “não é aplicar sanções ou penalidades intencionais a qualquer instituição, mas assegurar a formação de médicos de qualidade no Brasil”.
Ações de supervisão – Os cursos com conceito 1 e 2 pertencem a 93 instituições de educação superior e estão sujeitos a um processo de supervisão, com a aplicação de diferentes medidas cautelares, de forma escalonada, conforme o percentual de concluintes considerados proficientes. Quanto maior o risco ou ameaça ao interesse público e aos estudantes, mais graves serão as medidas adotadas.
Na faixa 1, oito cursos tiveram menos de 30% de concluintes proficientes e sofrerão suspensão de ingresso. Já os 13 cursos que tiveram o percentual de proficiência entre 30% e 40% terão redução de 50% da oferta de vagas. Na faixa 2, os 33 cursos com 40% a 50% de concluintes proficientes passam por redução de 25% das vagas.
Esses três primeiros grupos estão impedidos de ampliar vagas e terão suspensa a participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais.
Os 45 cursos da faixa 2 que tiveram percentual de proficiência acima de 50% sofrerão apenas a proibição de aumento de vagas, sem medidas cautelares específicas adicionais, por ora.
Com informações do Inep

- Vandinho

- há 7 dias

Existem muitas maneiras de fortalecer a saúde do cérebro e o equilíbrio emocional, e a atividade física é uma delas. Desta vez, porém, o benefício vem sem esforço físico. Pelo contrário: quase não exige movimento.
Um hábito que vem sendo cada vez mais abandonado com o avanço da tecnologia merece voltar ao centro da atenção. Para estimular a saúde emocional e cerebral, basta resgatar uma prática simples e tradicional: a escrita.
Mas não qualquer escrita. Digitar no celular ou no computador não traz os mesmos efeitos. O que faz a diferença é o contato com o papel e a caneta. Ou, mais precisamente, os benefícios da escrita à mão.
Especialistas ouvidos pela Psychology Today destacam que os ganhos vão muito além da melhora da caligrafia. Escrever manualmente ativa processos cognitivos e emocionais que não são estimulados da mesma forma no meio digital.
Benefícios emocionais da escrita à mão
De acordo com psicólogos, escrever à mão, em vez de digitar, aprofunda o processamento das informações e contribui para a saúde emocional de diversas maneiras.
A prática permite registrar experiências de forma mais pessoal e detalhada, ajuda a resgatar memórias e favorece a sensação de reviver momentos importantes.
Também estimula a autenticidade e facilita a organização de pensamentos, reflexões e ideias. Benefícios cerebrais da escrita à mão.
Embora seja mais lenta do que a escrita digital, a prática diária da escrita manual pode ajudar a combater o declínio cognitivo. O hábito estimula a coordenação motora, ativa diferentes áreas do cérebro e contribui para a manutenção da destreza mental.
Especialistas afirmam ainda que a caligrafia regular pode melhorar a estrutura e o funcionamento do cérebro. Além disso, registrar experiências no papel facilita o resgate dessas memórias no futuro. Ao reler textos escritos à mão, o cérebro é estimulado a reativar lembranças, fortalecendo a memória.
Como retomar o hábito de escrever à mão
Algumas estratégias simples podem ajudar a trazer a escrita manual de volta ao dia a dia:
Fazer listas de compras no papel;
Substituir o bloco de notas do celular por um caderno;
Manter um diário;
Praticar journaling regularmente;
Usar uma agenda de papel.
Se a escrita à mão estava ficando de lado, este pode ser um bom momento para resgatá-la e também incentivar esse hábito entre as crianças. Além de ser uma habilidade fundamental, os benefícios para a saúde emocional e cerebral são evidentes. Noticias ao Minuto


Um projeto de lei que garante o fornecimento de medicamentos para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) no Sistema Único de Saúde (SUS) foi aprovado pela Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.
O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), ao projeto do deputado Saullo Vianna (União-AM), que previa que o SUS deveria fornecer qualquer medicamento prescrito por um médico, da rede pública ou privada.
No entanto, o relator argumentou que a medida seria inviável por obrigar o SUS a fornecer medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse fim — uso off-label — o que contraria a legislação.
“Propomos assegurar aos pacientes com TEA o fornecimento de medicação por meio da elaboração de protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para tratamento das comorbidades e dos seus sintomas mais frequentes, conforme as melhores evidências científicas disponíveis”, afirmou o relator, que disse que a proposta original poderia obrigar o SUS a financiar tratamentos “sem avaliação de eficácia, segurança, acurácia, efetividade e custo-efetividade.”
Uso off label
O uso off label acontece quando um medicamento ou vacina é utilizado de forma diferente do que está previsto em sua bula aprovada pelos órgãos reguladores, como a ANVISA no Brasil, a partir de uma avaliação do benefício-risco individual.
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. Metro1






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