
A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem de um hospital particular de Taguatinga, mataram ao menos três pacientes, aplicando-lhes uma substância letal.
Dois suspeitos, um homem e uma mulher, foram detidos no último dia 11, quando a Polícia Civil deflagrou a chamada Operação Anúbis – nome alusivo à divindade egípcia representada por uma criatura com corpo de homem e cabeça de chacal e considerada a guia das almas desencarnadas.
Também investigada, uma mulher foi presa na última quinta-feira (15), ocasião em que os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios que poderão auxiliar os investigadores que apuram a denúncia.
As vítimas
João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75, morreram na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Anchieta, no Distrito Federal, depois de terem supostamente recebido substâncias na veia que teriam sido aplicadas por três técnicos de enfermagem.
As mortes ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado. As três vítimas eram servidores públicos de diferentes instituições.
Foram presos Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, além de serem cumpridos mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazilândia, Ceilândia, Samambaia e Águas Lindas (GO).
Responsável pelo caso, o delegado Mauricio Iacozilli, da Coordenação de Repressão a Homicídio e de Proteção à Pessoa, um dos investigados também trabalhava em uma UTI neonatal.
“Corremos com a investigação porque o autor principal, além de trabalhar nesse hospital, trabalhava também em uma UTI neonatal. Então, ficamos muito preocupados que ele pudesse agir contra bebês e crianças”, afirmou em entrevista o delegado. g1


Com o Congresso Nacional ainda em período de recesso e o Supremo Tribunal Federal (STF) funcionando em regime de plantão, o governo federal é o único poder em atividade, e os assuntos externos estão entre os principais focos de preocupações no Palácio do Planalto.
De olho nessa agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a sua semana, nesta segunda-feira (19), em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
As atenções do Brasil estão voltadas para dois movimentos que envolvem o governo dos Estados Unidos e geram tensão e discussões em todo o mundo. O primeiro deles é a ameaça de algum tipo de ação norte-americana para tomar o controle da Groenlândia.
No último sábado (17), Donald Trump anunciou tarifas extras a oito países da União Europeia que se opõem aos planos dos EUA de comprar e anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.
A União Europeia convocou uma reunião de emergência para esta segunda a fim de avaliar como irá lidar com as investidas dos Estados Unidos.
Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia divulgaram uma declaração conjunta em que afirmam que permanecerão unidos e comprometidos com a segurança da Groenlândia. Os países também informaram que irão reforçar a segurança na região.
O segundo tema na mesa é o convite feito por Donald Trump para que o presidente Lula integre o Conselho de Paz para Gaza.
A proposta, recebida na última sexta (16) pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar dessa importante negociação para a paz no Oriente Médio.
O convite de Trump, entretanto, tem um alto custo. Segundo informou a Bloomberg News neste final de semana, o presidente norte-americano quer que os países convidados paguem US$ 1 bilhão para permanecer no chamado “Conselho da Paz”.
De acordo com a reportagem, Trump atuaria como o presidente inaugural do conselho, e cada país-membro teria mandato de até três anos a partir da entrada em vigor do estatuto do Conselho, com possibilidade de renovação a critério do presidente do órgão.
Além dos temas internacionais, o presidente Lula também tem diversos compromissos internos nesta segunda (19).
Na parte da tarde, Lula terá reuniões com o secretário para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, além de um encontro com dirigentes de instituições comunitárias de educação superior.
Nesta semana o presidente Lula também fará viagens para outros estados. Na terça (20), Lula participa da cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras para a construção de cinco navios gaseiros da Transpetro no Estaleiro de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Ainda no estado, o presidente comandará uma cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida.
Já na sexta (23), o presidente Lula seguirá para Maceió, capital de Alagoas. No estado, Lula também promoverá a entrega de de novas unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida do governo federal.
Na área econômica, o destaque é a reunião, na próxima quinta (22), do Conselho Monetário Nacional (CMN). Esta pode ser a última reunião do CMN com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ministro já comunicou que deve deixar a pasta até o final do mês de janeiro, e no seu lugar provavelmente deve entrar o atual secretário executivo Dario Durigan.
Além de Haddad, são membros do Conselho a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. No encontro deve ser definida a meta da inflação para 2026.
No Judiciário, que ainda está de recesso, o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal interrogue nesta semana os investigados no caso do Banco Master. Alguns investigados já foram ouvidos pela Polícia Federal em 30 de dezembro, como, por exemplo, o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa.


O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), informou nesta segunda-feira (19) que as obras da Ponte Salvador-Itaparica devem começar em junho deste ano. O anúncio foi feito durante a inauguração da Nova Rodoviária de Salvador, em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rádio Sociedade da Bahia.
Preparativos já estão em andamento
Segundo o governador, os preparativos para o início das obras já estão em curso.“Fizemos o acordo para que, no início de junho, as obras comecem. O consórcio está em fase de mobilização e precisa de um local para a montagem das grandes peças. O espaço escolhido foi a indústria naval, em Maragogipe”, declarou Jerônimo Rodrigues.
Canteiros em três pontos estratégicos
Jerônimo explicou ainda que a execução do projeto contará com mais de um canteiro de obras.
“Teremos um canteiro em Maragogipe e outros dois nas extremidades da ponte: um na região do Ferry-Boat, em São Joaquim, e outro em Vera Cruz, na ilha”, detalhou.“A ponte será construída simultaneamente de um lado e do outro, com peças produzidas em Maragogipe”, acrescentou.
Projeto histórico para a infraestrutura da Bahia
O projeto da Ponte Salvador-Itaparica é considerado uma das maiores intervenções de infraestrutura planejadas para a Bahia. A obra deve gerar impactos positivos na mobilidade regional, no turismo, na logística e na integração territorial.
A ponte é aguardada há mais de dez anos e passou por ajustes nas etapas de licenciamento ambiental, financiamento e modelagem do projeto até chegar à fase atual de execução. g1






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