
O preço da gasolina registrou aumento médio de cerca de R$ 0,40 por litro em postos de combustíveis de diversas regiões do país, o que reacendeu o debate entre consumidores sobre as causas da alta.
Entre as explicações levantadas, estão mudanças no sistema tributário brasileiro, com a criação de novos impostos previstos na Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional.
Com a reforma, foram instituídos o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que fazem parte do novo modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) no Brasil.
O objetivo é unificar e simplificar a cobrança de tributos sobre o consumo, substituindo impostos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
A CBS é um tributo de competência federal e substituirá o PIS e a Cofins. Já o IBS será compartilhado entre estados e municípios, assumindo o lugar do ICMS e do ISS. A proposta do novo sistema é tornar a arrecadação mais transparente, reduzir distorções e modernizar o modelo tributário nacional.
No entanto, é importante destacar que a transição para o novo sistema começou em 2026 apenas em fase de testes.
Nesse período, não há cobrança efetiva dos novos impostos, mas sim a obrigatoriedade de informações e preenchimentos específicos nas notas fiscais, para adaptação do sistema e dos contribuintes.
Especialistas ressaltam que o recente aumento no preço dos combustíveis não pode ser atribuído diretamente à cobrança do IBS e da CBS, uma vez que esses tributos ainda não estão sendo efetivamente arrecadados.
Outros fatores, como variações no preço do petróleo, custos de distribuição, política de preços e ajustes estaduais, seguem sendo os principais influenciadores do valor final pago pelo consumidor.
Ainda assim, a alta nos combustíveis reforça a preocupação da população com o impacto da carga tributária no custo de vida e mantém a Reforma Tributária no centro do debate econômico nacional. g1


Após a divulgação das notas do Enem 2025, começam nesta segunda-feira (19) as inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) 2026.
Criado em 2009 pelo governo federal, o sistema utiliza a média do exame nacional como critério de seleção. A classificação dos participantes leva em conta o número de vagas disponíveis e as modalidades de concorrência de cada curso.
Em 2026, o Sisu ofertará 274,8 mil vagas em 7.388 cursos de 136 universidades de todo o país. Entre as novidades desta edição está a possibilidade de o sistema considerar as notas das três últimas edições do Enem, referentes a 2025, 2024 e 2023.
Apesar disso, o Sisu não permitirá a combinação de notas de diferentes edições do Enem para compor a pontuação final. Não será possível, por exemplo, usar a nota de matemática do Enem 2024, a de ciências humanas de 2025 e a de linguagens de 2023.
Na prática, o sistema selecionará automaticamente a edição em que o candidato obteve a melhor média geral. Caso o melhor desempenho tenha sido no Enem 2023, todas as notas dessa edição serão utilizadas para concorrer à vaga desejada.
A mudança, no entanto, gerou críticas entre estudantes que estão concluindo o terceiro ano do ensino médio. O principal argumento é um possível prejuízo em relação aos candidatos que fizeram o Enem em anos anteriores.
Um dos pontos levantados é que o sistema não considera notas de participantes inscritos como treineiros, ou seja, estudantes que realizaram o Enem antes de concluir o ensino médio. Esses alunos terão apenas uma nota válida, enquanto outros candidatos poderão concorrer com até três desempenhos diferentes.
Para Marcelo Pena, diretor de ensino do colégio Farias Brito, o modelo apresenta vantagens e desvantagens, mas gera uma percepção de desequilíbrio.
“Na minha concepção, existe um fura-fila. Há alunos muito bons que chegam ao terceiro ano e não podem utilizar a nota de treineiro, sem terem culpa disso, e acabam competindo com candidatos que podem escolher entre três resultados diferentes”, afirma.
Segundo Pena, a lógica adotada pelo MEC pode ter como objetivo beneficiar quem tenta o acesso ao ensino superior há mais tempo.
“Talvez a intenção seja permitir que o estudante que está há mais tempo tentando consiga entrar logo, o que faz algum sentido. Mas, para quem está chegando agora, pela primeira vez, há uma clara desvantagem em relação a quem pode utilizar notas de edições anteriores”, diz.
ESCOLHA DAS OPÇÕES E USO DAS NOTAS
Entre esta segunda-feira e a próxima sexta-feira, dia 23, os candidatos poderão acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior para realizar a inscrição. Após o login, o estudante deve escolher até duas opções de curso.
A etapa de escolha costuma gerar dúvidas. Para Marcos Raggazzi, diretor executivo do colégio Bernoulli, é fundamental que o candidato pesquise o número de vagas disponíveis e as notas de corte dos cursos pretendidos nas instituições desejadas.
De acordo com o MEC, os inscritos poderão acompanhar diariamente a classificação parcial e as notas de corte a partir do segundo dia de inscrições, na terça-feira (20). Com essas informações, será possível avaliar a necessidade de alterar as opções escolhidas.
O ministério ressalta que a classificação parcial é provisória e não corresponde ao resultado final do processo seletivo, já que pode variar conforme novos candidatos se inscrevem ou modificam suas opções de curso ou modalidade de concorrência. Diante disso, Raggazzi recomenda que os estudantes mantenham alternativas.
“Se o candidato perceber que está muito distante da nota de corte em uma das opções, o ideal é trocar. O estudante deve trabalhar com três ou até quatro possibilidades, porque pode acontecer de a primeira estar muito abaixo da nota de corte, enquanto a terceira ou a quarta estejam próximas ou acima”, explica.
O participante poderá alterar as opções de curso quantas vezes quiser até o fim do prazo de inscrição. Apenas a última escolha registrada e confirmada será considerada na seleção.
CALENDÁRIO DO SISU 2026
Período de inscrições: de 19 a 23 de janeiro
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro
Matrícula da chamada regular: 2 de fevereiro
Prazo para participar da lista de espera: de 29 de janeiro a 2 de fevereiro
Convocação da lista de espera pelas instituições: a partir de 11 de fevereiro.
Folhapress

- Vandinho

- 19 de jan.

Todo o território da Bahia permanece sob alerta de chuvas fortes na manhã desta segunda-feira (19), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso, classificado como de perigo potencial, entrou em vigor às 8h43 de domingo (18) e segue válido até as 9h de hoje.
A previsão indica chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo alcançar 50 mm por dia, além de ventos intensos com velocidades entre 40 e 60 km/h.
Apesar das condições, o Inmet informa que o risco de ocorrências como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas é considerado baixo.
Como medida preventiva, o órgão orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda e evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Em caso de emergência, os contatos são a Defesa Civil, pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, pelo número 193. Metro1






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