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Babá brasileira é condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em assassinato - Nos EUA

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 15 de fev.
  • 3 min de leitura
Foto: Divulgação/Polícia de Fairfax
Foto: Divulgação/Polícia de Fairfax

A babá brasileira Juliana Peres Magalhães foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a 10 anos de prisão por homicídio. A sentença foi proferida no condado de Fairfax (no estado da Virgínia) na tarde desta sexta-feira (13). 


Ela foi considerada culpada de participar dos assassinatos de Christine Banfield e Joseph Ryan em 2023. Além do período presa, terá que cumprir mais dois anos de liberdade condicional. À época, ela mantinha um relacionamento com Brendan Banfield, pai da família para a qual trabalhava e marido de Christine. 


Segundo a investigação, ele e Juliana elaboraram um plano para matar a mulher que envolvia o uso de um site fetichista e treinamento de tiro. Em depoimento, a brasileira disse que o objetivo do crime era permitir que eles pudessem ficar juntos. 


Durante a audiência nesta sexta-feira, familiares de Joseph testemunharam sobre o caso. Sua mãe, Deirdre Fisher, leu um depoimento emocionado em que relatou a dor da perda do filho. 


"Perdi meu confidente, que me ouvia sem julgamento e que custava dizer que eu deveria me tratar com mais carinho. Perdi a chance de ser um dia ser chamada de avó e nunca mais serei chamada de mãe. Perdi minha rocha e a pessoa que sempre esteve por mim", afirmou Fisher. Ela se emocionou durante a fala e afirmou que o filho foi morto a sangue frio e por motivos fúteis. "Meu filho não é descartável." 


A tia Sangita Ryan também esteve presente e afirmou que Juliana teve a oportunidade de impedir a tragédia, mas não fez.isso. "Ela teve a oportunidade de deter esse crime. Ela poderia ter impedido, mas não fez. Ela poderia ter protegido a criança que cuidava, mas não fez. Apesar de ter falado a verdade, isso não tira a responsabilidade." 


Juliana está presa desde a época do crime e aceitou um acordo com a Procuradoria de Fairfax, no qual confessou participação na trama e se declarou culpada pela morte de Ryan. Antes do acordo, ela respondia por homicídio em segundo grau (que tem uma pena maior) e uso ilegal de arma de fogo. 


Com a colaboração na investigação, a acusação foi reclassificada para " manslaughter", um tipo de homicídio com pena menor, de no máximo dez anos de prisão. 


De acordo com os autos do processo, Juliana e Brendan criaram um perfil falso em um site de fetiches, se passando por Christine. Por meio desse perfil, marcaram um encontro com Ryan na casa da família. O plano era matar Christine e fazer parecer que o crime havia sido cometido por ele. 


Brendan foi considerado culpado pelos assassinatos em um veredito divulgado no fim de janeiro. Ele também foi condenado por uso de arma de fogo e por colocar uma criança em perigo —a filha do casal, então com quatro anos, estava na residência no momento do crime. 


A posutra de Brendan foi classificada pela Promotoria como "monstruosa" por cometer os crimes e ainda mentir no banco das testemunhas. Segundo a acusação, ele desejava construir uma vida com Juliana e não via outra forma de fazê-lo sem matar a esposa. 


Segundo o jornal The New York Times, durante a audiência, o advogado de Brendan, John Carroll, alegou que Juliana teria iniciado conversas com um jornalista interessado em comprar sua história. De acordo com mensagens apresentadas no tribunal, o plano seria produzir um documentário para a Netflix sobre o caso. 


Após a audiência da sentença, os advogados de Juliana e de Bredan não quiseram comentar os detalhes e as decisões com a imprensa.


 
 
 

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