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Bahia dispara em numero de mortes violentas entre crianças e adolescentes

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 6 de ago.
  • 3 min de leitura
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Foto - Fernando Frazão/Agência Brasil


Em 2024, a Bahia ocupou a segunda posição entre os estados brasileiros com o maior índice de mortes violentas intencionais (MVI) entre crianças e adolescentes, conforme informações do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O estado reportou 12,2 ocorrências para cada 100 mil jovens de 0 a 17 anos, cifra que equivale a quase três vezes a média do país.


No ano de 2024, o Brasil contabilizou 2.356 óbitos violentos intencionais (OVI) entre crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, resultando em uma taxa de 4,6 por 100 mil habitantes nessa faixa etária. O grupo mais impactado foi o de jovens de 12 a 17 anos, que somou 2.103 mortes, correspondendo a cerca de 89% do total.


Dentre os fatores mais relevantes, destaca-se o homicídio doloso, que se configura como a principal razão das mortes violentas intencionais (MVI) entre crianças e jovens no Brasil. Em 2024, foram contabilizados 1.910 casos, correspondendo a 81% do total.


Na segunda posição, surgem as fatalidades resultantes de intervenções policiais (MDIP), com 407 indivíduos afetados, sendo 404 deles adolescentes.


Em 2023, esse tipo de morte representava 16,6% das fatalidades violentas entre jovens. No ano anterior, essa porcentagem subiu para 19,2%, indicando um aumento de 15,7% na participação desse tipo de evento nas mortes violentas intencionais.


Em terceiro lugar, a agressão que resultou em morte causou a morte de 22 jovens, enquanto o crime de latrocínio contabilizou 17 óbitos.


Ao examinar as áreas do país com os índices mais alarmantes, verifica-se que os estados da Região Norte e, especialmente, do Nordeste apresentam as maiores proporções de óbitos violentos voluntários envolvendo crianças e adolescentes. Essas regiões se destacam negativamente e apresentam taxas significativamente superiores à média nacional, que é de 4,6 por 100 mil habitantes. Amapá (13,6); Bahia (12,2); Ceará (10,6); Alagoas (8,3); Pernambuco (8,2);


De acordo com o 19º Anuário, as informações de 2024 “traçam um cenário de acentuada desigualdade regional, corroborando padrões previamente observados em anos passados”. As cifras indicam que a maior parte das mortes violentas intencionais entre jovens de 10 a 17 anos são de meninos negros que residem em áreas periféricas.


De forma minuciosa, na faixa etária de 0 a 11 anos, os meninos representam a maior parte das vítimas (62,2%), uma diferença que aumentou em comparação a 2023, quando essa proporção era de 53,3%. Já entre os jovens de 12 a 17 anos, a desigualdade é ainda mais acentuada, com quase 90% das vítimas de MVI sendo do gênero masculino.


Além do espaço público, o lar também se configura como um cenário de violência. Cerca de 50,7% das mortes de crianças ocorrem no ambiente familiar, representando a maior parte dos casos de agressão e fatalidade entre os jovens.


Por outro lado, entre os adolescentes, essa realidade muda, com 64,3% das mortes registradas em áreas públicas. Esse dado revela, segundo a pesquisa, a participação desses jovens em contextos de violência urbana.


Para registrar essas fatalidades, o anuário analisou os principais métodos utilizados para ceifar vidas. No segmento etário de 0 a 11 anos, a violência física é a mais comum, representando 21,8%, enquanto outros métodos somam 36,3%, evidenciando a ocorrência de mortes no ambiente familiar. O uso de armas de fogo, apesar de estar presente, totaliza 31,6%, um valor consideravelmente menor em comparação ao observado entre os jovens.


Nos adolescentes, a situação é diferente: as armas de fogo são responsáveis por 87,3% das mortes violentas intencionais (MVI), destacando a prevalência da violência armada nessa faixa etária e evidenciando a relação entre os óbitos intencionais de jovens e a dinâmica da violência nas cidades.

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