Bahia tem a 2ª maior incidência de câncer de próstata do país; confira
- Vandinho

- 4 de nov.
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A Bahia é o estado brasileiro com a segunda maior incidência de câncer de próstata com estimativa de 6.510 novos casos para 2025, sendo 1.200 em Salvador, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
No Brasil, a estimativa é que 71.730 brasileiros tenham o diagnóstico da doença neste ano. Tipo mais comum de tumor em homens (sem considerar o câncer de pele não melanoma), o câncer de próstata responde por 28,6% das mortes da população masculina acometida por algum tipo de neoplasia maligna, segundo o Ministério da Saúde.
“O Novembro Azul tem a proposta de conscientizar a população masculina sobre a importância dos cuidados com a saúde e do diagnóstico precoce do câncer de próstata”, afirma o oncologista Rafael Batista, da Oncoclínicas. O médico destaca que homens afrodescendentes têm maior propensão para desenvolvimento da doença.
“Com a maior população negra do Brasil, as estatísticas da doença na Bahia refletem essa realidade. Além da maior propensão, o tumor costuma evoluir de forma mais agressiva entre os afrodescendentes”, ressalta o especialista.
Em seu estágio inicial, a doença costuma ser silenciosa, e, geralmente, só apresenta sintomas quando já está em fase mais avançada. Dificuldade para urinar seguida de dor e/ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite são alguns dos sinais mais comuns.
“Mesmo pacientes mais jovens e sem fatores de risco devem ter atenção aos sinais e procurar ajuda especializada para investigar o quadro”, esclarece o oncologista André Bacellar, da Oncoclínicas.
A oncologista Carolina Rocha, da Oncoclínicas, explica que em fase mais avançada, pode ocorrer a presença de sangue no sêmen, dor óssea, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes de quadros de metástases
“A desinformação e o preconceito ainda prejudicam muito o combate à doença, pois uma parcela dos homens rejeita os exames de rastreamento, como o exame de toque retal, fundamental para o diagnóstico precoce”, destaca o oncologista André Bacellar. “O exame de toque dura de 5 a 15 segundos e é fundamental para detectar alterações que não conseguem ser identificadas apenas pelo exame de PSA”, acrescenta.
Nem todos os casos requerem um tratamento oncológico imediato, que envolva procedimento cirúrgico, quimioterapia e radioterapia. Para tumores iniciais e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupá-lo de algumas toxicidades que o tratamento pode causar.
“A cirurgia, a radioterapia associada ou não ao bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) podem ser realizadas com boas taxas de resposta nos outros casos da doença localizada”, finaliza Rafael Batista.
Fonte: Acorda cidade








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