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Bolsonaro nega ser antivacina e defende suas ações na pandemia


Após diversas falas contrárias a vacina anti-covid em dois anos de pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não é antivacina e nem contrário a campanha de vacinação contra a doença no Brasil.


Além disso, ele defendeu as suas ações durante a gestão da pandemia no país, alegando ter feito “a coisa certa”. Apesar do discurso, o presidente alega não ter se vacinado.


“Deixo bem claro, foi o nosso governo que comprou 400 milhões de doses de vacinas. Continuam me acusando de ser contra a vacina, mas como contra se eu comprei 400 milhões de doses?”, afirmou Bolsonaro em entrevista, à rádio Viva, do Espírito Santo.


Bolsonaro ainda voltou a criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu autonomia para governadores e prefeitos implementarem medidas sanitárias. A medida foi instituída ainda em 2022 e é utilizada por bolsonaristas para defender possíveis omissões do presidente em relação a Covid-19.


“Se o Supremo restabelecer o comando das ações da pandemia para mim, eu tenho pronto o que faria poucas horas depois. Eu não falo agora senão se vai ser uma polêmica enorme, uma crítica mito grande contra a nossa pessoa… Mas nós fizemos a coisa certa durante a pandemia”, disse Bolsonaro.


O presidente ainda voltou a criticar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. A imunização da faixa etária começou na última semana e é aprovada por 79% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha.


“O que eu entrei em disputa nas últimas semanas foi quando se falou em vacinar crianças de 5 a 11 anos. Ou seja, prevaleceu a vontade nossa, do Ministério da Saúde, onde as crianças podem se vacinar desde que os pais autorizem. E fiquem sabendo dos possíveis efeitos colaterais, que não são poucos. A nossa participação é por aí”, falou.

(ATarde)

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