• Vandinho

Com gol de Lucas Mugni, Bahia volta a vencer fora de casa pela Série B


Bahia e Operário sabiam da importância do jogo na noite deste sábado (11) e fizeram uma partida que não dá para reclamar de omissão. Os dois jogaram para ganhar. E quem ganhou foi o Bahia, que desde o dia 22 de abril sequer balançava as redes fora de casa.


Desde então, sequer pontuava longe da Fonte. Não sabia o que era ganhar sem estar em Salvador desde o dia 15 de abril. Mas o pé de Lucas Mugni mudou essa sina: o argentino fez um bonito gol aos 37 do segundo tempo e deu mais três pontos para o tricolor.


Guto trouxe mudanças em relação ao jogo que venceu o Sport no meio da semana. Uma das três por opção técnica: Raí entrou ao lado de Rodallega e Rildo no ataque, mandando o artilheiro Davó para o banco. Emerson Santos e Ignacio (este último voltando de suspensão), tomaram as vagas do suspenso Patrick e do lesionado Didi, respectivamente. O zagueiro teve um estiramento na coxa durante a reta final do clássico.


O Bahia começou enfrentando muitas dificuldades, mas até que conseguiu buscar alternativas. A principal delas era Rildo, que incomodou Vanderlei com chutes de fora da área vindo da esquerda. Aos 38 minutos, ele foi derrubado na área após linda jogada individual, mas a arbitragem não viu pênalti. Ele poderia ter chutado antes.


Djalma também forçou Vanderlei a fazer boa intervenção ao receber passe de Rodallega -que foi muito mal, sem ritmo- e chutar rasteiro para defesa com pé do camisa 1 do Fantasma.

Na defesa, alguns sustos. Chute no gol, no entanto, foi só aos 22 minutos, quando Ricardinho arriscou de fora e Danilo fez defesa em dois tempos.


A partida do Bahia na primeira etapa não foi lá grandes coisas, mas já foi melhor do que o exibido em outras partidas fora de casa.


No segundo tempo, Guto voltou com Davó no lugar de Raí. O artilheiro tricolor na Série B tirou um gol de Rodallega após bom cruzamento de Borel em jogada com Danielzinho. Ele chutou torto quando a bola vinha limpa para o camisa 9. Logo depois, Rildo perdeu um gol feito originado em lançamento de Rodallega. Dentro da a´rea, ele cortou a marcação e, da marca do pênalti, chutou pra fora.


A luta dos dois times merecia um gol. E os deuses do futebol quiseram que fosse do Bahia. Alemão cometeu falta em Rodallega e sentiu lesão, deixando o Operário temporariamente com um a menos. Na cobrança, a bola bateu na área e voltou para os pés de Mugni, que chapou colocado no cantinho e abriu o placar. O primeiro dele com a camisa tricolor.


O gol veio em boa hora. Claudinei Oliveira já tinha feito as 5 mexidas e ficou com um a menos já que o zagueiro Alemão não teve condições de retornar, deixando o Bahia com um a mais.

Guto tratou de fechar a casa e promoveu as entradas de Luiz Henrique e Falcão nas vagas de Rodallega e Emerson Santos. Gregory ainda entrou na vaga de um cansado Daniel. Era hora de segurar a onda e os três pontos.


Os últimos minutos foram de pura tensão. Os seis minutos de acréscimo só aumentavam a expectativa e o Bahia ainda sofreu com decisões questionáveis da arbitragem que deu cartão amarelo a Djalma e Luiz Henrique em lances de desarmes fortes, mas limpos. Em clima de Dia dos Namorados, o Bahia lutou por seu amor, que eram os três pontos.


Deu tempo até de Jacaré perder gol sem goleiro em lance que já estava parado por impedimento e, no apito final, o Bahia voltou a vencer fora de casa, garantindo a segunda colocação e os 25 pontos.


Agora, o tricolor parte para uma sequência de três partidas dentro de casa. Duas pela Série B (Chapecoense e Novorizontino) e uma pela Copa do Brasil, contra o Athletico-PR. Conteúdo G1



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