Como atuou o grupo criminoso envolvido nas mortes dos três técnicos de internet - Em Salvador/BA
- Vandinho

- 24 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia detalhou, nesta terça-feira (23), o funcionamento da organização criminosa responsável pelas mortes dos três técnicos de internet assassinados em Salvador.
Segundo a corporação, ao menos 11 suspeitos participaram do crime, desempenhando funções de olheiros, executores e mandantes. O caso completou uma semana.
As vítimas — Ricardo Antônio da Silva Souza, 44 anos; Jackson Santos Macedo, 41; e Patrick Vinícius dos Santos Horta, 28 — foram encontradas mortas no dia 16 de dezembro, no Alto do Cabrito. Elas haviam sido vistas pela última vez no dia anterior, enquanto trabalhavam na instalação de cabos de fibra óptica no bairro Marechal Rondon.
A principal linha de investigação aponta que integrantes da facção Bonde do Maluco (BDM) confundiram a instalação dos cabos com a colocação de uma câmera de monitoramento. A Polícia Civil confirmou que não havia qualquer equipamento de vigilância no local.
De acordo com informações obtidas pela TV Bahia, um dos envolvidos, identificado como Alexandre Souza Barbosa, conhecido como “Esquilo”, atuou como olheiro. Ele teria acompanhado o trabalho das vítimas e repassado as informações ao grupo criminoso, que levou o caso aos chefes da facção, culminando na ordem de execução.
Mandantes do crime
Entre os apontados como responsáveis por determinar as mortes estão:
George Ferreira Santos (“Capanga”) – preso
Antônio Dias de Jesus (“Colorido”) – preso
Venício Bacelar Costa (“Fofão”) – preso.
A defesa dos três afirma que eles não poderiam ter participado da decisão, alegando que, nos dias 16 e 17 de dezembro, estavam realizando a prova do Enem PPL (Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade). O g1 tenta confirmar a informação junto à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Outro suspeito de atuar como mandante é Édson Silva de Santana, conhecido como “Jegue”, que está foragido.
Execução e sequestro
Após a ordem, os trabalhadores foram sequestrados em Marechal Rondon, levados para o Alto do Cabrito, amarrados, torturados e mortos. Foram identificados como executores:
Jonatas Amorim Nascimento (“Jhnon”) – preso
Kauan Pires da Silva (“Cabeça de TV”) – preso
Alexandre Souza Barbosa (“Esquilo”) – preso
Joeferson Gomes dos Santos (“Geu Banguela”) – preso
Adriel Santos da Silva (“Nego D’Água”) – foragido
Igor Tarso Canuto da Silva (“Piloto”) – foragido
Jeferson Caíque Nunes dos Santos (“Badalo”) – morto em confronto.
Vídeo reforça linha de investigação
A polícia também teve acesso a um vídeo que mostra o momento em que um dos criminosos afirma, de forma equivocada, que estaria sendo instalada uma câmera no bairro. Nas imagens, ele alerta outro integrante da facção sobre a suposta vigilância.
O delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, reafirmou que ficou comprovado que não havia câmera no local, apenas a instalação de cabos de fibra óptica.
As investigações continuam para localizar os suspeitos foragidos e esclarecer todos os detalhes do crime. g1








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