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Congresso corta R$ 488 milhões do orçamento das universidades federais para 2026

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O Congresso Nacional aprovou um corte de R$ 488 milhões no orçamento das universidades federais para 2026, reduzindo os recursos destinados às instituições de ensino superior e direcionando parte do valor para emendas parlamentares e o fundo eleitoral.


A decisão provocou forte reação de reitores e entidades do setor, que alertam para prejuízos diretos ao funcionamento das universidades.


A redução ocorreu durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Com a mudança, o orçamento das universidades federais caiu de R$ 6,89 bilhões — valor inicialmente proposto pelo governo federal, para R$ 6,43 bilhões.


Em 2025, o orçamento executado foi de R$ 6,82 bilhões, o que representa uma queda nominal de cerca de R$ 400 milhões, sem considerar a inflação.


Os cortes atingem o chamado orçamento discricionário, utilizado para despesas essenciais como pagamento de água e energia, manutenção predial, segurança, limpeza e concessão de bolsas. Segundo especialistas e gestores, a redução compromete diretamente a continuidade das atividades acadêmicas.


Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) afirmou que o corte representa uma redução de 7,05% nos recursos das 69 universidades federais do país. De acordo com a entidade, todas as ações consideradas essenciais foram impactadas.


A assistência estudantil foi uma das áreas mais afetadas, com perda estimada em cerca de R$ 100 milhões, o que corresponde a uma redução de 7,3%. A Andifes alerta que, sem recomposição orçamentária, o cenário em 2026 será ainda mais crítico, com orçamento inferior ao executado em 2025.


A entidade também destaca que os cortes podem comprometer a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), afetando principalmente estudantes em situação de vulnerabilidade social. Além disso, a associação relaciona a medida a restrições em órgãos de fomento, como Capes e CNPq, apontando riscos às atividades de ensino, pesquisa e extensão nas universidades federais.

Fonte: Blog do Valente


 
 
 

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