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Corpus Christi: solenidade reúne fiéis na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador


A Igreja Católica celebra, nesta quinta-feira (16/6), a Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi). Na Sé Primacial da Igreja, o Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Sergio da Rocha, presidirá a Missa Solene na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, às 9h.


Logo após a Celebração Eucarística, os fiéis sairão em procissão, passando pela Praça da Sé, Rua da Ajuda, Rua Chile, Praça Thomé de Souza, Rua da Misericórdia, retornando pela Praça da Sé e contornando o Terreiro de Jesus, até o adro da Catedral, onde os fiéis receberão a bênção do Santíssimo Sacramento.


Em carta ao clero da Arquidiocese de Salvador, Dom Sergio orientou que "considerando o contexto da pandemia, que infelizmente perdura, estão sendo convidados para a celebração na Catedral somente as paróquias da Forania 1, além dos membros das Irmandades. Os fiéis estão sendo incentivados a participarem da missa em suas respectivas paróquias.


Nas paróquias, a procissão com o Santíssimo Sacramento poderá ser realizada após a missa que tiver a maior participação dos fiéis, evitando-se trajeto longo e aglomeração de pessoas. É aconselhável o uso de máscaras, considerando-se o novo crescimento dos casos de COVID-19 no Brasil.


Onde não for possível realizar a procissão, seja dada a bênção do Santíssimo Sacramento, no final da principal celebração eucarística, após 'tempo conveniente' de oração, que pode incluir 'cânticos, preces e a oração silenciosa', conforme as normas litúrgicas em vigor", escreveu o Cardeal.


CORPUS CHRISTI


A Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo teve início em Liége, na Bélgica, no século XII. Na época, Juliana de Monte Cornillon, superiora da Abadia de Cornillon, teve uma visão da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha negra, que significava a ausência desta solenidade.


Diante disso, a abadessa comunicou as aparições ao então bispo de Liége e ao Papa Urbano IV. Na época, o pontífice, que morava em Orvieto, na Itália, também foi comunicado sobre um milagre eucarístico que aconteceu em uma cidade próxima, chamada Bolsena.


Foi neste local que o padre Pedro de Praga celebrou a Missa na cripta de Santa Cristina e, ao ter dúvidas sobre o sacramento da Eucaristia, presenciou que, após a consagração, da hóstia consagrada pingaram gotas de sangue sobre o corporal.


Ao saber sobre o que tinha acontecido, o Papa Urbano IV ordenou ao bispo, Dom Giacomo, que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto, o que aconteceu em procissão. Quando o Santo Padre encontrou os fiéis caminhando na entrada da cidade, diante da relíquia eucarística, pronunciou as palavras “Corpus Christi” (Corpo de Cristo).


Movido pelo milagre, o Papa Urbano IV instituiu, em 1264, por meio da bula Transiturus de hoc mundo, a Solenidade de Corpus Christi. Pouco tempo mais tarde, com a morte do Papa Urbano IV, a difusão da festa ficou um pouco prejudicada.


Porém, o seguinte Papa, Clemente V, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou que a festa fosse realizada, e em 1317 o Papa João XXIII promulgou o decreto, estendendo a Solenidade para toda a Igreja.


PROCISSÃO


A procissão que acontece após a Missa de Corpus Christi foi adotada pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, passando a serem realizadas a partir do século XIV. Já no ano de 1500, o Concílio de Trento declarou que “Seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honradamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos”.


No Brasil, a primeira manifestação pública de louvores à Eucaristia aconteceu na cidade de Salvador, na Bahia, no ano de 1549. De acordo com o calendário litúrgico, a Solenidade de Corpus Christi acontece sempre na quinta-feira seguinte à Solenidade da Santíssima Trindade.


Contudo, é importante lembrar que o dia de comemoração do Sacramento da Eucaristia é a Quinta-feira Santa, dia em que foi instituída, enquanto que a festa de Corpus Christi se constitui como a confirmação da presença amorosa de Jesus.




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