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CV domina 15 bairros de Salvador, população teme retaliação após mortos no Rio de Janeiro

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 31 de out.
  • 2 min de leitura
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Imagem: reprodução redes sociais


A presença do Comando Vermelho (CV) em Salvador se fortaleceu nos últimos anos e já alcança diversos bairros da capital baiana. Comunidades como Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Cosme de Farias, Saramandaia, Engomadeira, Alto das Pombas, Liberdade, Mussurunga, IAPI, Sussuarana, Tancredo Neves e Vila Laura estão sob influência direta da facção carioca.


A expansão também chegou à Região Metropolitana, com atuação em áreas de Lauro de Freitas, como Portão, Areia Branca e Capelão.


Mesmo diante desse avanço, especialistas descartam uma possível retaliação do grupo na Bahia após a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou na morte de mais de 120 suspeitos.


Especialista não vê risco de retaliação em Salvador


O professor de Direito Penal e Processo Penal, Luciano Bandeira Pontes, especialista em segurança pública, afirmou que uma ofensiva do CV na capital baiana não seria estratégica neste momento.

Segundo ele, qualquer ação violenta poderia prejudicar os interesses econômicos da facção.

“Não acredito em retaliação aqui. Isso atrapalharia os negócios, ainda mais após a baixa sofrida no Rio. O Comando Vermelho não vai querer chamar mais atenção das forças de segurança”, explicou ao Jornalista Otávio Queiroz do Bahia.Ba.

Como o CV se expandiu na Bahia


A atuação do Comando Vermelho na Bahia começou há aproximadamente cinco anos, após uma aliança com o extinto Comando da Paz (CP). O acordo marcou o início do domínio do CV no Complexo do Nordeste, área estratégica da capital.


A partir daí, a facção reproduziu métodos típicos do crime organizado no Rio, como cobranças ilícitas a comerciantes e controle territorial armado.


O especialista reforça que o foco do grupo na Bahia é manter o domínio e seus lucros, evitando confrontos que possam desencadear grandes operações policiais.


“A Bahia já é um narco-Estado”, diz especialista


Durante a análise, Luciano Bandeira fez críticas severas ao cenário da segurança pública baiana. Para ele, a ausência do Estado em áreas vulneráveis abriu caminho para o fortalecimento do crime organizado.

“A Bahia já é um narco-Estado. É o estado com maior número de facções no país. Existe déficit de efetivo policial, baixa presença nas fronteiras e estradas, e muitas cidades do interior nem têm delegado diariamente”, afirmou.

Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) confirmam o alerta: a Bahia lidera o ranking de organizações criminosas no Brasil, com 21 facções ativas, cerca de 23% de todas as existentes no país. Entre elas, destacam-se o Comando Vermelho e o Bonde do Maluco (BDM), que disputam território nas ruas e dentro dos presídios.


O que pode mudar o cenário


Para o especialista, combater o avanço das facções exige ações firmes e estruturadas do Estado. Entre as medidas necessárias, ele destaca:

  • Enfraquecer o financeiro das facções

  • Retomar empresas usadas para lavagem de dinheiro

  • Reocupar territórios dominados pelo crime

  • Reforçar efetivo policial e presença estatal

“O Estado precisa retomar o controle. Não pode permitir que uma organização criminosa assuma funções que deveriam ser do poder público”, concluiu.
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