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Descoberta inédita revela presença de dinossauros na Amazônia

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 17 de nov.
  • 2 min de leitura
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Foto: Jonne Roriz/ Nosso Impacto


A existência de dinossauros em várias áreas do Brasil é reconhecida pelos cientistas, porém ainda não havia provas de que esses seres teriam habitado a Amazônia. Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) encontrou, pela primeira vez, evidências de que dinossauros estiveram na região há mais de 103 milhões de anos.


Os principais indícios consistem em mais de dez pegadas datadas do período jurássico-cretáceo, localizadas na Bacia do Tacutu, na cidade de Bonfim, ao norte de Roraima.


Embora não se consiga identificar com precisão as espécies responsáveis por essas impressões, as marcas sugerem a presença de grupos como raptores, ornitópodes — que eram herbívoros bípedes — e xireóforos, que possuíam uma espécie de armadura óssea em suas costas.


A região amazônica geralmente apresenta um número reduzido de achados paleontológicos, uma vez que suas formações rochosas passaram por um forte processo de exposição e erosão, que provoca degradação e dificulta a conservação de fósseis.


De acordo com o cientista Lucas Barros, que foi responsável pela identificação da impressão, a preservação se dá unicamente quando as rochas estão enterradas.


O Tacutu era um vale repleto de variados cursos de água que se entrelaçavam. Segundo Barros, que finalizou um mestrado sobre o assunto na Unipampa, essa região apresentava um elevado nível de umidade e uma vegetação rica.


Nesses ambientes, as impressões deixadas se tornam mais duras e conseguem suportar o soterramento, solidificando-se ao longo de milênios até se converterem em pedra.


A presença de regiões de cerrado na Bacia do Tacutu contribuiu para a conservação. A vegetação de menor porte expôs afloramentos de rochas, o que facilitou a identificação de icnofósseis — marcas deixadas por organismos — além de troncos petrificados e impressões de folhas.


As marcas deixadas foram documentadas pela primeira vez em 2014, durante uma expedição da UFRR sob a liderança do professor Vladimir Souza. Naquela época, a instituição não contava com especialistas ou ferramentas apropriadas para a investigação, o que levou à interrupção do estudo.


“Se divulgássemos naquela época, outras pessoas poderiam tomar a pesquisa”, afirma Souza.


As atividades foram reiniciadas somente em 2021, quando Barros converteu a pesquisa em seu projeto de mestrado, sob a supervisão do professor Felipe Pinheiro, da Unipampa. Ele começou a catalogar os icnofósseis da área por meio da fotogrametria, uma técnica que produz modelos tridimensionais com alta precisão das marcas deixadas.


Barros é da opinião de que a Bacia do Tacutu contém numerosas impressões que ainda não foram analisadas. No momento, ele está investigando os vestígios descobertos na terra indígena Jabuti, onde já foram reconhecidas quatro zonas de importância científica.


Uma parte dos vestígios encontra-se em propriedades particulares, o que dificulta o trabalho dos pesquisadores. De acordo com Barros, alguns proprietários rurais receiam que investigações paleontológicas possam levar a disputas de terras ou à demarcação de áreas, o que restringe o acesso total às regiões com potencial para encontrar fósseis. Agência Brasil

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