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Justiça determina prisão preventiva de empresário suspeito de matar gari - Em Belo Horizonte

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 14 de ago.
  • 3 min de leitura
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Renê da Silva Nogueira Júnior, o empresário preso sob suspeita de matar um gari após uma discussão no trânsito em Belo Horizonte, teve a prisão convertida em preventiva (sem prazo) em audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (13).

 

O juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno, da central de audiência de custódia da capital mineira, atendeu ao pedido do Ministério Público e rejeitou o pedido da defesa para o relaxamento da prisão e concessão de medidas cautelares.


O magistrado ainda negou pedido da defesa para o sigilo do processo. Procurada, a defesa do suspeito não respondeu até a publicação desta reportagem.


O juiz justificou a manutenção da prisão de Renê Júnior com os argumentos de garantia da ordem pública e da gravidade do delito.


"A desproporcionalidade e a frieza da ação, na qual o autuado, após uma breve discussão, deliberadamente sacou uma arma de fogo, a preparou para o disparo e atirou contra um trabalhador que exercia seu ofício, uma atividade pública essencial de limpeza da cidade, demonstram uma periculosidade acentuada e um total desrespeito pela vida humana", afirmou o magistrado na decisão.


O empresário de 47 anos foi preso na segunda (11), horas após a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, 44, em uma rua da região oeste de Belo Horizonte.


Segundo o relato das testemunhas aos policiais, o suspeito teria ficado incomodado com o espaço que o caminhão de lixo ocupava na rua no momento em que passava com seu carro, da marca BYD.


A confusão teria começado quando o empresário exigiu que a motorista do caminhão liberasse espaço para ele passar. Mesmo após ela ter manobrado o veículo, o empresário teria ameaçado atirar na mulher, e os garis saíram em defesa dela.


Ainda de acordo com testemunhas, o suspeito teria saído do carro com a arma, deixado o carregador cair, recolocado a munição e atirado contra o gari, que foi alvejado no tórax e morreu no hospital.


Para o juiz, a ação de recolocar o carregador "demonstra que não foi um ato de impulso momentâneo, mas uma decisão consciente e voluntária de usar a violência, com a finalidade de ceifar a vida alheia".


Renê negou o crime em depoimento e afirmou que não passou pelo local onde Laudemir foi alvejado.


Ele disse que teria ido pela manhã até sua empresa em Betim, na região metropolitana da capital mineira, retornado para o apartamento onde mora com a esposa, passeado com os cachorros no prédio e então se dirigido para a academia, onde foi preso.


Já os investigadores afirmaram que os depoimentos de testemunhas e câmeras de segurança levaram a polícia a confirmar a prisão em flagrante sob a suspeita dos crimes de ameaça e homicídio qualificado, por motivo fútil e uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.


O suspeito é casado com uma delegada da Polícia Civil. Ela teve suas duas armas apreendidas e a corregedoria abriu procedimento disciplinar para apurar o caso. Até o momento, ela segue com suas funções na corporação e não é investigada no caso criminal, segundo a corporação.


Na audiência de custódia, o juiz atendeu à defesa do suspeito e determinou que a unidade prisional forneça atendimento médico e medicamentos a Renê, além de disponibilizar colchão.

O magistrado ainda proibiu o registro de fotografias do suspeito dentro do presídio. Folhapress

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