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Leite de jumenta avança no mercado premium e desperta interesse da área da saúde

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 29 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O leite de jumenta tem ampliado espaço na pecuária brasileira e no mercado internacional, impulsionado pela demanda por alimentos funcionais e hipoalergênicos.


Rico em proteínas e lactose, o produto é apontado como alternativa para pessoas com intolerância à proteína do leite de vaca e vem sendo valorizado principalmente por aplicações ligadas à saúde.


No mercado externo, o litro do leite de jumenta pode alcançar valores superiores aos do leite bovino. Em países da Europa, o preço pode chegar a até 45 euros por litro, enquanto na América do Sul os valores também superam a média do leite tradicional.


No Brasil, a comercialização ocorre principalmente por meio do comércio eletrônico, além de lojas especializadas em produtos naturais e dietéticos.


Segundo especialistas, o produto reúne propriedades nutricionais e imunológicas consideradas únicas. Pesquisadores destacam o potencial do leite de jumenta para a alimentação infantil e para o segmento de produtos funcionais, o que pode ampliar a renda de pequenos produtores e estimular novas cadeias produtivas no meio rural.


Além do uso alimentar, o leite de jumenta vem ganhando espaço na indústria cosmética. Rico em vitaminas, minerais e compostos bioativos, ele é utilizado na produção de cremes, sabonetes, loções e máscaras faciais, com interesse crescente de mercados da Europa e da Ásia.


A atividade também se conecta à indústria farmacêutica, com aproveitamento de subprodutos para fabricação de biofármacos, colágeno e gelatina, além da geração de biogás e adubo, dentro do conceito de economia circular.


Na área científica, o leite de jumenta é alvo de pesquisas voltadas à saúde infantil. Estudos desenvolvidos na Universidade do Agreste de Pernambuco (Ufape), em Garanhuns, avaliam a possibilidade de utilização do produto em UTIs neonatais.


A expectativa é que, até 2026, o leite possa ser oferecido de forma segura em ambientes hospitalares, após a conclusão das etapas de testes e validação.


De acordo com os pesquisadores envolvidos, todo o processo produtivo segue protocolos rigorosos, com controle sanitário do rebanho, boas práticas de ordenha e pasteurização. O modelo já é adotado em países como a Itália e serve de referência para os estudos realizados no Brasil.


Com o avanço das pesquisas e o crescimento da demanda, a asininocultura surge como uma alternativa de fortalecimento da economia rural, associando inovação, sustentabilidade e agregação de valor a uma nova cadeia produtiva no país. g1


 
 
 

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