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MP pede prisão de policiais acusados de estuprar indígena dentro de delegacia - No Amazonas

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 28 de jul.
  • 2 min de leitura
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O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apresentou à Justiça, na sexta-feira (25), pedidos de prisão preventiva contra cinco policiais militares e um guarda municipal suspeitos de múltiplos estupros contra uma mulher da etnia Kokama.


Os abusos teriam ocorrido entre novembro de 2022 e agosto de 2023, enquanto a vítima estava detida na delegacia de Santo Antônio do Içá, no interior do estado.


Além do pedido de prisão preventiva, o MP-AM solicitou a suspensão do porte de armas e o afastamento cautelar dos denunciados de suas funções públicas. As medidas, segundo os promotores, têm como objetivo “garantir a ordem pública, proteger a vítima e evitar interferência nas investigações”.


O caso foi denunciado em julho deste ano. Sem cela feminina disponível na delegacia, a mulher ficou detida ao lado de presos homens, o que teria facilitado os estupros por parte dos policiais.


No relato, a vítima contou que os abusos ocorriam frequentemente durante a noite, em diferentes áreas da delegacia, como na cela, na cozinha e na sala de armamentos. Muitos, inclusive, foram praticados coletivamente.


Todos os abusos aconteceram enquanto a mulher ainda se recuperava do parto e amamentava o filho recém-nascido. O bebê ficou na cela com a mãe durante o tempo de detenção, presenciando as cenas.


Mesmo após ser transferida para uma prisão em Manaus, a vítima alegou ter sido abusada psicologicamente, uma vez que foi ameaçada pelos denunciados. O grupo também chegou a ir até a residência da mãe da indígena, em Santo Antônio do Içá, para intimidá-la em relação aos fatos ocorrido.


“Os fatos narrados configuram um grave episódio de violência institucional e abuso de poder por parte de agentes públicos que tinham o dever legal de proteger a cidadã sob sua guarda.

A ordem jurídica vigente admite a prisão preventiva desde que haja provas e indícios suficientes do crime, o que é confirmado pelo laudo de exame de corpo de delito, laudo médico e relatório psicológico da vítima”, disse o MP-AM.


No processo, que tramita em segredo na Justiça, os envolvidos são acusados pelos crimes de estupro de vulnerável, estupro qualificado e tortura, entre outros possíveis delitos decorrentes das condições degradantes de custódia às quais a vítima foi submetida. O caso é investigado pelas Promotorias de Justiça da Auditoria Militar e de Santo Antônio do Içá. AratuOn

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