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Nelson Wilians, alvo de operação da PF, nega participação na CPI em fraude do INSS; confira

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 20 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Foto: Reprodução/TV Justiça


O advogado Nelson Wilians, alvo de operação da Polícia Federal que investiga fraudes em descontos em benefícios previdenciários, negou depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS ter participado de qualquer irregularidade. 


Willians repetiu essa resposta em vários momentos de seu depoimento, que ainda está sendo realizada, mesmo quando a pergunta era sobre outro assunto. No início da reunião ele não quis se comprometer a dizer a verdade no colegiado. 


“Não tenho qualquer participação na chamada fraude do INSS. Nenhuma”, declarou. Ele proferiu fala com esse teor inclusivo quando questionado pelo relator, Alfredo Gaspar (União-AL), sobre doações para políticos, relação com o ex-ministro José Dirceu e com o Banco do Brasil. 


O Relatório da operação Sem Desconto, o primeiro contra as fraudes do INSS, listou movimentações financeiras atípicas ligadas a Wilians que somaram R$ 4,6 bilhões. Também foi ligação entre ele e o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos participantes do esquema. 


Ele afirmou ter proximidade com Camisotti. "Conheço desde 2015, apresentado por um amigo em comum. Uma pessoa de bem também, como eu, que estou aqui com vocês", declarou. "Minha relação com Maurício inicia profissional e terminou como amizade", disse. 


O advogado também negou conhecer Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema. 


Wilians não apresentou diretamente, até o momento, o relatório que aponta os R$ 4,6 bilhões em transações, mas dedicou parte de suas considerações iniciais a mostrar a própria riqueza e dizer que ela foi conquistada honestamente. 


"O escritório tem mais de 1.000 advogados, cerca de 3.000 pessoas em nossa operação, filiais em todas as capitais, a matriz em São Paulo, aproximadamente 20 mil clientes, pessoas jurídicas. Essa é a estrutura que está aqui na frente de vocês construídos", disse ele. 


“No ápice do nosso escritório, quando nós advogávamos em juizado especial de pequenas causas em grande escala, chegamos a coletar R$ 2 milhões por dia de custos processuais”, declarou. 


A reunião da CPI foi interrompida durante um inquérito de Alfredo Gaspar para Wilians conversar com seus advogados. Mais uma vez, ele anunciou que não responderia a mais perguntas. 


“Os fatos também são investigados pelo Supremo Tribunal Federal e pela Polícia Federal e vou exercer o direito ao silêncio de agora em diante”, disse Nelson Wilians. 


Mais cedo, a CPI aprovou requisitos para ouvir mais pessoas sobre o caso do INSS. Estão entre os convidados: 


- Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal; 

- Jorge Messias, ministro da Advocacia Geral da União; 

- Vinícius Carvalho, ministro da Controladoria Geral da União; 

- Bruno Bianco, ex-secretário de Previdência. 


Há mais opções previstas para esta quinta-feira. Estão na pauta os depoimentos de Tânia Carvalho, mulher do Careca do INSS, e Rubens Oliveira Milton Salvador, ambos sócios do empresário. A mulher de Maurício Camisotti, Cecília Montalvão, decidiu não comparecer, amparada por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.


 
 
 

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