Papa Leão relembra que Jesus teve 12 apóstolos homens e rejeita ordenação de mulheres; confira
- Vandinho

- 9 de out.
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Foto: EFE/EPA/ANGELO CARCONI
Na biografia publicada esta semana, o papa Leão XIV reitera sua posição de não querer ordenar mulheres como sacerdotes, apesar de se mostrar receptivo a discutir a questão. No livro “Leão XIV: Cidadão do Mundo, Missionário do Século XXI”, o religioso menciona que Jesus teve 12 apóstolos do sexo masculino e que essa tradição deve ser mantida. “Estou aberto a ouvir, mas não consigo imaginar a ordenação de mulheres”, afirmou.
O livro, que foi lançado primeiramente em espanhol e terá sua versão em inglês disponível no ano seguinte, é uma criação da jornalista norte-americana Elise Ann Allen, que atua como correspondente do Vaticano pelo site Crux.
A obra compila as considerações do papa baseadas em três horas de entrevistas realizadas em julho, além de avaliações sobre seus primeiros dois anos de liderança, que começou em maio de 2023. Leão XIV, que completou 70 anos no último domingo, tem promovido uma mensagem de aceitação e harmonia dentro de uma Igreja que conta com aproximadamente 1,4 bilhão de seguidores ao redor do mundo.
Contudo, ele mantém posturas tradicionais em questões fundamentais da doutrina católica, como a definição de casamento e família. “O casamento é entre um homem e uma mulher”, declarou. “A família é composta por pai, mãe e filhos.”
O Papa reafirmou sua intenção de receber “todos, todos, todos”, incluindo os fiéis LGBT, mas sem modificar os ensinamentos oficiais da Igreja, que considera os atos homossexuais como incompatíveis com a moral cristã. “Desejo evitar que a Igreja seja utilizada para fins partidários. Ela não deve se tornar um veículo ideológico”, declarou Leão XIV.
Desde que assumiu o papado, o chefe da Igreja Católica tem se esforçado para reduzir as divisões internas e promover a coesão do seu corpo, em um contexto de discussões cada vez mais intensas sobre modernização, inclusão e o papel das mulheres.
Sua abordagem, que mescla uma sólida adesão aos princípios doutrinais com uma abertura para o diálogo, é vista como uma tentativa de harmonizar as tensões entre os grupos progressistas e conservadores dentro da Igreja.
A biografia representa a mais extensa e detalhada apresentação das convicções do papa desde que assumiu o cargo, e promete impactar as discussões internas da Igreja nos anos que virão. g1








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