top of page

Polícia Civil da Bahia lança estudo sobre crimes de racismo; confira

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 20 de nov.
  • 2 min de leitura
ree

A Polícia Civil da Bahia lançou, nesta quarta-feira (19), o estudo "Quando a cor da pele define o alvo – Racismo, território e desafios para a sociedade baiana (2022–2024)".


O documento, elaborado pelo Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE), reúne e analisa aproximadamente 4,5 mil ocorrências relacionadas a crimes de racismo e injúria racial registradas nas delegacias do estado.


O lançamento ocorreu durante um evento no Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador, em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra.

 

O relatório, apresentado pelo responsável estatístico do ISPE, Evaldo Simões, examina a evolução desses crimes com base nos boletins de ocorrência.


Conforme o estudo, o objetivo é oferecer informações para a tomada de decisões estratégicas pelos órgãos gestores e contribuir para o debate sobre os impactos do racismo na sociedade.

 

O diretor do ISPE, Omar Andrade Leal, destacou a finalidade do levantamento. "Iniciamos este estudo com base em dados criminais e estatísticos para compreender, de forma precisa, o cenário do racismo na Bahia.


Ao analisar esses indicadores, conseguimos revelar onde e como esses crimes ocorrem, fornecendo à sociedade elementos que reforçam a necessidade de ações estruturadas, dignidade humana e políticas públicas mais efetivas", afirmou.

 

O delegado titular da Delegacia de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa (Decrin), Ricardo Amorim, enfatizou a utilidade do relatório para as investigações.


"Este é um momento de reflexão sobre desigualdades, sobre os crimes de racismo e sobre como podemos enfrentá-los de maneira eficaz. Com o estudo apresentado, a Decrin poderá aprimorar sua atuação, identificando territórios mais afetados, orientando a população e fortalecendo o combate a essas práticas no estado", disse.

 

A diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Vítimas de Violência (DPMCV), Juliana Fontes, reafirmou o compromisso institucional.


"A atividade apresenta dados importantes para refletirmos sobre a luta constante pela Consciência Negra e conta com ações firmes do DPMCV, que não permitirá qualquer forma de preconceito, racismo ou intolerância. A dignidade humana é um direito universal, e a Polícia Civil não admitirá práticas discriminatórias", declarou.

 

O evento contou com a presença de representantes de diversas secretarias estaduais, como a da Igualdade Racial (Sepromi) e da Segurança Pública (SSP), além de entidades do movimento negro, lideranças religiosas e instituições como a Defensoria Pública e a Polícia Militar. O estudo completo está disponível para acesso público. BN

ree

 
 
 

Comentários


© 2023 BLOG VANDINHO MARACÁS  •  TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

DESENVOLVIDO POR:

bottom of page