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Robalo brasileiro supera salmão e se destaca entre os alimentos mais nutritivos do mundo

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Reprodução/RuralTEC TV
Foto: Reprodução/RuralTEC TV

O robalo, peixe típico do litoral brasileiro, superou o tradicional salmão e conquistou a terceira colocação em um ranking internacional que avaliou mais de mil alimentos com base em seu valor nutricional.


Na pesquisa, o pescado nacional alcançou 89 pontos de um total de 100, ficando atrás apenas das amêndoas e da fruta-do-conde, também conhecida como pinha.


De acordo com especialistas da área da saúde, o robalo apresenta um perfil nutricional superior ao do salmão, sobretudo pelo menor teor de gordura.


Enquanto 100 gramas de robalo possuem entre 2 e 5 gramas de gordura, a mesma porção de salmão pode conter até 13 gramas.


Além de ser uma excelente fonte de proteínas, o peixe também fornece minerais importantes como magnésio, cálcio, ferro e zinco, essenciais para o bom funcionamento do organismo e para processos como a cicatrização.


Por essas características, o consumo de robalo é frequentemente recomendado em situações que exigem reforço nutricional, como recuperação pós-operatória, pós-parto e tratamentos médicos específicos.


Apesar do destaque nutricional, o potencial do robalo ainda é pouco explorado na aquicultura brasileira. Em 2024, a produção aquícola do país movimentou R$ 11,7 bilhões, crescimento de 15,4% em relação a 2023, mas segue fortemente concentrada em espécies de água doce. A tilápia, por exemplo, representa cerca de 70% de toda a produção nacional.


Especialistas apontam que há amplo espaço para a inclusão do robalo nesse cenário. Espécies nativas como o robalo-flecha (Centropomus undecimalis) e o robalo-peva (Centropomus parallelus) apresentam características ideais para a criação em cativeiro, como resistência ao manejo, adaptação a diferentes salinidades — água doce, salobra e salgada — e elevado valor comercial.


Atualmente, estados como Santa Catarina e São Paulo já desenvolvem cultivos experimentais dessas espécies, além de outros peixes marinhos, como o beijupirá e a tainha, ainda em escala limitada.


Enquanto o Brasil avança lentamente, países europeus já transformaram o robalo em um produto estratégico. Cerca de 90% do robalo e da dourada consumidos em Portugal são importados, principalmente de criações em jaulas offshore na Grécia, Espanha e Turquia.


A União Europeia concentra cerca de 80% da produção mundial de robalo, com a Grécia liderando o setor, seguida pela Espanha.


O contraste evidencia o potencial ainda pouco explorado do Brasil, que reúne condições naturais favoráveis para se tornar um dos grandes produtores mundiais do pescado.





 
 
 

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