Sobrevivente relata momentos de pânico em acidente com ônibus na BR-423 que deixou 17 mortos
- Vandinho

- 19 de out.
- 2 min de leitura

Marlete Batista Neves Fernandes —Foto: Reprodução /g1
Uma passageira que sobreviveu ao trágico acidente envolvendo um ônibus que tombou na BR-423, entre Paranatama e Saloá, na noite de sexta-feira (17), relatou os momentos de pânico vividos durante e após o desastre, que deixou 17 mortos.
Marlete Batista Neves Fernandes, residente em Caetité, retornava para a Bahia junto a um grupo que havia passado o dia fazendo compras no Polo de Confecções de Santa Cruz do Capibaribe.

Em entrevista à TV Sudoeste, Marlete contou que o veículo estava em alta velocidade momentos antes de perder o controle.
“Eu percebi que o ônibus começou a ter uma velocidade muito forte e falei: ‘o motorista está doido’. Nesse momento, ele começou a fazer zigue-zague. Acho que ele tentou encostar em um barranco, e aí o ônibus tombou. Eu segurei a poltrona e, quando ele virou, fui a primeira a sair”, relatou.
A sobrevivente afirmou que escapou por uma das janelas do teto e, ao sair, se deparou com um cenário devastador.
“Eu só vi gente morta, sangue, gente gritando socorro. Foi uma loucura, entrei em estado de choque. Rasguei um pedaço do meu vestido para estancar o sangue de uma amiga que estava ferida”, contou.
Marlete viajava acompanhada da cunhada, Maria, e da amiga Ilka, que também ficaram feridas. Segundo seu relato, Ilka recebeu atendimento médico e segue sob observação no hospital. Já a cunhada estava desaparecida na manhã de sábado (18).
“Eu procurava por ela, chamando, mas estava tudo escuro. Não conseguia ver dentro do ônibus. Estou desesperada, tentando saber se ela está no hospital ou se já foi levada ao IML”.
A comerciante, que recentemente abriu uma loja de roupas em Caetité, explicou que viajava a Pernambuco para comprar mercadorias de fim de ano.
“Foi a primeira vez que fiz essa viagem. Estava sendo tudo ótimo, o ônibus parecia bom, confortável. A gente saiu de Pernambuco por volta das três da tarde, tudo organizado. Era pra ser uma viagem feliz”, lamentou.








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