- Vandinho
- há 10 minutos

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios) ajuizou nesta quinta-feira (9) uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze.
O órgão pede que ambos sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 120 milhões, além da adoção de medidas para restringir a divulgação de apostas considerada irregular.
A ação foi protocolada no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) após investigação iniciada em 2023, quando, segundo o MP, a Blaze ainda operava sem autorização federal.
O órgão afirma ter recebido denúncias de consumidores sobre retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para resgatar depósitos, além de reunir um relatório com mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma.
Entre os fatos apontados está uma publicação feita por Virginia durante a Copa do Mundo 2026. Segundo o Ministério Público, a influenciadora compartilhou nos stories do Instagram uma aposta na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina sem identificar de forma clara que se tratava de publicidade.
Para os promotores, a postagem simulava uma recomendação espontânea e poderia induzir seguidores a apostar. A ação sustenta ainda que Virginia teria recebido comissão equivalente a 30% das perdas dos usuários atraídos pela campanha.
"A conduta da Blaze, em coautoria com Virginia Fonseca, e demais agentes de seu ecossistema empresarial, não se limita a ilícitos pontuais, mas estrutura uma engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva, gerando externalidades negativas sistêmicas", afirma um trecho da ação.
O MP estima que a Blaze movimente cerca de R$ 600 milhões por ano em receita bruta com jogos. O processo também cita um inquérito da Polícia Civil de Mato Grosso que concluiu que a empresa utilizava influenciadores e celebridades para atrair consumidores com promessas de ganhos rápidos. Segundo a ação, servidores do MPDFT criaram contas na plataforma para acompanhar campanhas publicitárias e estratégias de marketing da operadora.
Além da indenização, o Ministério Público pede que Virginia e a Blaze financiem campanhas educativas sobre os riscos das apostas, do superendividamento e da ludopatia. Também solicita que a influenciadora retire imediatamente das redes sociais conteúdos que prometam lucros irreais, incentivem apostas em eventos esportivos específicos ou utilizem publicidade disfarçada em publicações pessoais. Em caso de descumprimento, o órgão pede multa diária de R$ 500 mil.
Em nota divulgada pelo MPDFT, o promotor Paulo Binicheski afirmou que a ação busca enfrentar um problema que ultrapassa a publicidade irregular. "Estamos diante de um problema de saúde pública relacionado à ludopatia, que tem provocado graves prejuízos financeiros e sociais.
A divulgação de apostas por influenciadores, associada à falsa percepção de ganhos fáceis e à minimização dos riscos, pode estimular o comportamento compulsivo e contribuir para perdas milionárias suportadas por consumidores", afirmou.
Virginia já havia sido alvo da CPI das Bets. Em 2025, a relatora da comissão, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), pediu o indiciamento da influenciadora pelos crimes de estelionato e propaganda enganosa. Na ocasião, a defesa disse ter recebido o pedido com "surpresa e espanto" e afirmou que a influenciadora sempre atuou dentro da legalidade.
Procurada pela reportagem, a defesa de Virginia informou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e que apresentará sua manifestação no processo. Os advogados negam qualquer atuação ilícita ou conluio com a Blaze e afirmam confiar que a improcedência dos pedidos será demonstrada à Justiça.
A Foggo Entertainment Ltda., responsável pela operação da Blaze no Brasil, declarou que ainda não foi formalmente intimada. A empresa afirmou que atua em conformidade com a legislação e disse que prestará os esclarecimentos necessários assim que receber a notificação oficial. BN


As quartas de final da Copa do Mundo de 2026 seguem a todo vapor nesta sexta-feira (10). Com apenas um jogo na agenda do dia, Espanha e Bélgica se enfrentam às 16h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood, na região metropolitana de Los Angeles, Califórnia (EUA). Quem avançar decide contra a França uma das vagas para a grande final do torneio.
Espanha e Bélgica já protagonizaram confrontos diretos cruciais na história dos Mundiais. O primeiro grande duelo ocorreu justamente nas quartas de final de 1986, quando a Bélgica eliminou a Espanha nos pênaltis. Quatro anos depois, na fase de grupos de 1990, os espanhóis devolveram o resultado ao vencerem por 2 a 1.
A Espanha conquistou seu primeiro título em 2010 e sonha com o bicampeonato, enquanto a seleção belga ainda busca levantar a taça do torneio pela primeira vez em sua história.
CONFIRA ONDE ASSISTIR A ESPANHA X BÉLGICA:
]Horário: 16h (horário de Brasília)
Local: SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia (EUA)
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay, geTV e CazéTV
CONFIRA OS OUTROS CONFRONTOS DAS QUARTAS DE FINAL
Sábado (11)
18h – Noruega x Inglaterra
22h – Argentina x Suíça.
Fonte:Bahia Noticias

- Vandinho
- há 17 minutos

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Muralha, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de uma investigação que apura uma tentativa de latrocínio ocorrida em março deste ano, no município de São Sebastião do Passé.
De acordo com a apuração, a vítima foi abordada por dois homens armados no bairro IV Etapa da Urbis e atingida por disparos de arma de fogo durante o roubo de seu aparelho celular.
As medidas judiciais, expedidas pela 3ª Vara das Garantias da Comarca de Salvador, estão sendo cumpridas por equipes da 37ª Delegacia Territorial (DT/São Sebastião do Passé), com o apoio de guarnições do 26º Batalhão da Polícia Militar. BN


















