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NOTÍCIAS;

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O aumento do volume de chuvas registrado nos últimos dias e a previsão de continuidade do período chuvoso ao menos até 1º de março têm gerado preocupação entre moradores ribeirinhos e comunidades de cidades banhadas pelo Rio de Contas, no sudoeste e sul da Bahia.


A apreensão ocorre diante da lembrança das enchentes de dezembro de 2022, quando municípios como Jequié, Ipiaú e outras localidades foram atingidos pela cheia do rio, provocando alagamentos e diversos prejuízos para a população. À época, o reservatório se aproximou dos 90% do volume útil.

Procurada pela reportagem do GIRO, a assessoria de comunicação da AXIA Energia, no nordeste (antiga Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), em Jequié, informou que a situação atual é considerada tranquila.


De acordo com boletim hidrográfico divulgado na terça-feira (24), o reservatório apresenta volume útil de 29,81%, com afluência (entrada) de 81 metros cúbicos de água por segundo e defluência (saída) de 6 metros cúbicos por segundo — vazão que já vinha sendo praticada anteriormente.


Ainda segundo a assessoria de comunicação da Chesf, não há, neste momento, motivo para preocupação, e o monitoramento da barragem segue sendo realizado. *Redação / Giro Ipiaú


 
 
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o Projeto de Lei 2195/2024, que altera o Código Penal para deixar explícito que não pode haver relativização da vulnerabilidade de vítimas menores de 14 anos em crimes de estupro.


A proposta foi apresentada pela deputada Laura Carneiro após decisões judiciais que geraram forte repercussão nacional. Um dos casos envolveu a absolvição de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. A decisão acabou sendo revertida após ampla reação da sociedade.


Outro episódio citado durante a tramitação ocorreu em Minas Gerais, quando um homem foi absolvido após decisão do Superior Tribunal de Justiça, mesmo após condenação em primeira instância.


O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e, como não sofreu alterações no Senado, segue agora para sanção presidencial. A relatoria ficou sob responsabilidade da senadora Eliziane Gama.


A proposta modifica o Código Penal Brasileiro para reforçar que a aplicação da pena deve ocorrer independentemente:


  • da experiência sexual anterior da vítima;

  • da ocorrência de gravidez;

  • de qualquer tentativa de relativizar a condição de vulnerabilidade.


Atualmente, a legislação já prevê punição mesmo com consentimento da vítima menor de 14 anos, mas o novo texto busca evitar interpretações divergentes.


Durante a votação, foram apresentados números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024.

A maior taxa de vitimização foi registrada entre crianças de 10 a 13 anos, com 233,9 casos por 100 mil habitantes. Entre 5 e 9 anos, o índice foi de 103,3 por 100 mil. Já em crianças de até 4 anos, a taxa chegou a 68,7 por 100 mil.


Para a relatora, os dados mostram a necessidade de uma legislação clara, que assegure proteção integral às crianças e adolescentes e fortaleça o combate à violência sexual infantil. Agência Senado


 
 
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na primeira sessão deliberativa após um longo período sem votações no plenário, foram aprovados diversos projetos pautados para esta semana pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).


Os senadores votaram e aprovaram, por unanimidade, uma medida provisória, uma Proposta de Emenda Constitucional, um projeto de lei, uma proposta de decreto legislativo e 12 requerimentos com temas diversos.


O primeiro item da pauta analisada pelos senadores foi a medida provisória 1.317/2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).


A medida também cria 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados, que serão preenchidos por concurso público.


A MP precisava ser votada até esta quarta (25) para não perder a validade, e foi relatada no plenário pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Com a aprovação, a medida será enviada para a sanção presidencial.


De acordo com o texto da MP, a nova Agência Nacional de Proteção de Dados será vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira e com patrimônio próprio.


A MP também cria um órgão de auditoria na estrutura da agência. Para o relator, a mudança equipara a ANPD às demais agências reguladoras do ponto de vista institucional.


Na sequência da votação, foi aprovada em primeiro turno, com 66 votos favoráveis e nenhum contrário, e no segundo turno com 69 a favor e zero contra, a PEC que garante pontos de parada e descanso para motoristas profissionais em intervalos regulares nas rodovias.


A proposta, de autoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO) e relatada por Esperidião Amin (PP-SC), será encaminhada agora para a análise da Câmara dos Deputados.


O autor, Jaime Bagattoli, ao defender a aprovação da PEC, disse que ela corrige uma injustiça que veio com a Lei do Caminhoneiro (Lei 13.103, de 2015). Ele disse que “a lei só trouxe obrigações” e, na prática, o motorista não encontra as condições mínimas para um ponto de parada com segurança, apesar da obrigatoriedade de descanso.


Muitos motoristas, ressaltou o senador, têm reclamado do recebimento de multas por não obedecerem ao tempo de repouso, mesmo diante da inexistência de pontos para esse fim.


“Sou motorista profissional, conheço o Brasil de sul a norte. Essa PEC é muito importante, pois traz os parâmetros para os pontos de parada e valoriza os caminhoneiros”, afirmou o senador.


A proposta institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional e estabelece que os locais de descanso para os motoristas devem ser instalados em intervalos regulares, com condições básicas de segurança, higiene e repouso.


Conforme o texto da PEC, até que seja editada uma lei regulamentar, o motorista não poderá ser penalizado se descumprir os intervalos de descanso quando não houver estrutura adequada no percurso, previamente reconhecida pelo poder público.


O terceiro item da pauta foi um projeto de lei, de autoria do deputado Carlos Jordy (Pl-RJ), que determina a transferência, para presídios federais, de acusados e condenados por homicídio de policiais, agentes penitenciários e outros agentes de segurança. Como o projeto foi alterado no Senado, retorna agora para ser analisado novamente pela Câmara dos Deputados.


Pelo projeto de lei 5.391/2020, presos provisórios ou condenados pelo homicídio de policiais federais, rodoviários, ferroviários, civis, militares ou penais (e também de bombeiros, agentes e autoridades das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança Pública) devem ser recolhidos preferencialmente em estabelecimentos penais federais.


A mesma regra vale para quem matar cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau desses agentes de segurança.


O texto prevê também que os presos provisórios e condenados por esse tipo de crime deverão ser submetidos ao regime disciplinar diferenciado (RDD), no qual as celas são individuais; as visitas são quinzenais, monitoradas e sem contato físico; a correspondência é fiscalizada; a saída da cela é limitada a duas horas por dia; e as audiências judiciais são por videoconferência.


O mesmo regime deve ser imposto a quem tiver reincidido na prática de crimes com violência, com grave ameaça ou hediondos.


Pela legislação atual, um preso só pode ser submetido ao RDD por até dois anos, mas o regime pode ser aplicado mais de uma vez, pelo mesmo período, se houver faltas ou crimes que justifiquem. De acordo com o PL 5.391/2020, enquanto estiver no regime diferenciado, o preso não poderá progredir de regime nem obter livramento condicional.


No Senado, a matéria passou pela Comissão de Segurança Pública (CSP), com relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com o senador Sergio Moro (União-PR) como relator. O projeto foi aprovado por unanimidade.


Antes da votação dos 12 requerimentos, os senadores apreciaram ainda o projeto de decreto legislativo que referenda o texto do Acordo de Cooperação entre o Governo do Brasil e o Governo da República do Benin em matéria militar, assinado no Rio de Janeiro, em 12 de abril de 2023. A iniciativa foi da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, e o PDL será agora promulgado. Agência Brasil


 
 
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