
Uma mulher de 54 anos deu à luz uma menina nesta quarta-feira, em Atenas, na Grécia, após uma transferência de embrião que permaneceu congelado por 22 anos, cinco meses e 23 dias.
O caso é considerado pelos médicos um marco na reprodução assistida e ocorreu em meio a uma história familiar marcada por uma perda trágica.
Cristina Rapti-Tzelepi utilizou um dos embriões que haviam sido criopreservados durante seu tratamento de fertilização realizado em 2004.
Naquele mesmo ano, ela havia dado à luz um menino após a primeira transferência de embrião. O filho morreu aos 21 anos, em outubro de 2025, vítima de um acidente de trânsito.
Segundo o ginecologista Konstantinos Pantos, responsável pelo caso, a mulher decidiu utilizar os embriões que permaneciam congelados desde o tratamento anterior após a morte do filho.
O embrião utilizado no procedimento foi criopreservado em 17 de março de 2004. A transferência ocorreu em 23 de dezembro de 2025, na véspera de Natal, na clínica Genesis, em Atenas.
A menina nasceu com 39 semanas e dois dias de gestação, pesando 3.490 gramas, na maternidade Mitera.
De acordo com Pantos, o período de criopreservação supera o caso mais longo anteriormente publicado, registrado no Japão, de 18 anos e três meses.
A equipe científica da clínica afirmou que não encontrou, na literatura científica internacional revisada por pares, outro caso de gravidez e nascimento bem-sucedidos após um período tão longo de congelamento de embriões.
Procedimento ocorreu no limite da idade permitida
O tratamento precisou ser concluído dentro do limite estabelecido pela legislação grega para reprodução assistida. Na Grécia, o procedimento é permitido até os 54 anos, mediante autorização da Autoridade Nacional de Reprodução Assistida.
Para Pantos, a situação exigiu uma verdadeira corrida contra o tempo, principalmente diante da história pessoal da paciente.
O médico destacou que o caso demonstra as possibilidades proporcionadas pela criopreservação de embriões, mas também defendeu que situações excepcionais sejam avaliadas com atenção pelas autoridades.
“Quando uma mulher enfrenta uma perda pessoal tão grave, a falta de flexibilidade e os prazos apertados podem transformar um processo que já é difícil em uma exaustiva corrida contra o tempo”, avaliou o profissional.
Caso será submetido para publicação científica
Os pesquisadores da Genesis já reuniram informações clínicas e laboratoriais relacionadas ao procedimento. A intenção é submeter o caso para publicação em uma revista científica internacional.
Para o ginecologista, o nascimento representa não apenas um avanço médico, mas também uma história de superação após a perda do filho.
“O nascimento da filha de Cristina Rapti-Tzelepi constitui um avanço clínico e científico particularmente significativo. Ao mesmo tempo, é uma história de resiliência, amor e esperança, à qual nos dedicamos com absoluto respeito pela trajetória pessoal da família.”
O profissional também ressaltou a importância de conciliar as normas de segurança da reprodução assistida com a avaliação individual de cada paciente.


“Eu espero que a Justiça apure tudo nos mínimos detalhes e que não tenha proteção para ninguém, porque até agora o que parece é que ele [ACM Neto] foi protegido”, declarou o candidato Rui Costa, ao comentar reportagem sobre a proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Isso é como o bolsonarismo faz, acusa todos os outros e quando vai tirando o cobertor, o que aparece são eles”, definiu o candidato ao Senado.
“A denúncia diz que ACM Neto e o Rueda, presidente da União do Brasil, receberam mais de R$ 200 milhões por agenciar prefeituras e governos estaduais, e cobravam 10% pra botar o Banco Master pra fazer empréstimos para aposentados e servidores públicos”, resumiu.
NotíciasBrasil
De acordo com o site UOL, o banqueiro afirmou que ACM Neto e Antônio Rueda receberam comissão a partir dos valores investidos por institutos de previdência estaduais no Banco Master.
Segundo a delação, os dois dirigentes do União Brasil teriam ajudado a captar cerca de R$ 2 bilhões para o banco, envolvendo investimentos de fundos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas.
“O que a população quer, o que eu quero, é que tudo seja apurado. Minha voz no Senado será que a Justiça volte para o seu lugar de origem, ou seja, um juiz tem que agir com discrição, tem que falar nos autos”, afirmou Rui Costa.
“Há acusação de que ministros do Supremo [Tribunal Federal] estariam protegendo pessoas do partido de Flávio Bolsonaro, protegendo ACM Neto. Acompanho tudo isso com preocupação, isso é muito triste para a democracia, é péssimo para o país”, lamentou.
Foto: Maína Diniz / Divulgação


O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) chamou de “fajuta” a operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10) e que apura o envio de emendas parlamentares para a produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele afirmou ainda que sua defesa vai entrar com um pedido ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, para que o ministro Flávio Dino seja investigado por essa “articulação política” por suposta tentativa de interferir nas eleições.
Durante transmissão nas redes sociais nesta quinta, o candidato a presidente insinuou que houve uma troca de favores entre Dino e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Após o ministro do STF André Mendonça ter afastado Andrei da Polícia Federal, na terça (8), Dino o reintegrou ao comando da corporação, o que Flávio chama de “uma canetada completamente ilegal”.
“O nome da operação tinha que ser ‘tentativa de golpe’”, disse Flávio, na live. “Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim.” Segundo Flávio, “algumas pouquíssimas pessoas no Supremo estão mais preocupadas em defender os próprios interesses do que defender a instituição, a democracia, a constituição”.
Flávio diz que a produtora do filme, Karina Gama, estaria sendo ameaçada. “Com toda a tranquilidade do mundo, mais uma vez: não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado”, disse Flávio durante transmissão semanal nas redes sociais.
“Se o filme fosse do ‘rocambole de toga’ não ia ter problema nenhum”, disse A expressão é usada por apoiadores do presidenciável para se referir a ministros.
O candidato do PL nega as suspeitas de que dinheiro público teria sido usado no financiamento do filme “Dark Horse”. Segundo ele, a operação é uma “tentativa de interferência política nas eleições”.
NotíciasPolícia
Flávio também disse estar decepcionado com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por ter se reunido com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (10) contra 29 pessoas ligadas ao filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teriam participado de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares para a produção.
A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, no âmbito da investigação que apura o uso indevido de recursos públicos para o filme. O caso chegou à corte por meio de uma representação feita pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
*Por Eduardo Moura/Folhapress



















