
A Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram, nas primeiras horas desta quarta-feira (03/06), a Operação Dose Final, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho (CV) investigada por roubos a estabelecimentos farmacêuticos, tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
As medidas judiciais são cumpridas em diversos bairros de Salvador, a exemplo de Nordeste de Amaralina, Tancredo Neves, Engenho Velho da Federação e Valéria. A operação acontece também fora da Bahia, nas cidades de Mesquita, no Rio de Janeiro, e São Paulo, capital paulista. Foi autorizado pela Justiça o bloqueio de bens e valores que somam R$ 12,5 milhões.
As investigações tiveram início a partir da apuração de roubos reiterados contra redes farmacêuticas da capital baiana, especialmente voltados à subtração de medicamentos de alto valor comercial, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy.
No decorrer das diligências investigativas, os elementos reunidos apontaram que os crimes patrimoniais integravam uma estrutura criminosa organizada, com atuação concentrada na região do Nordeste de Amaralina, em Salvador.
Segundo as investigações, além dos delitos, o grupo também é investigado por tráfico de drogas, tráfico de armas, execuções ligadas a disputas territoriais e associação criminosa, apresentando divisão estruturada de funções e elevado poder operacional.
A operação conta com equipes dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP) e de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), além da Coordenação de Polícia Interestadual (POLINTER) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).
A ação também reúne a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SI/SSP), a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), Polícia Militar da Bahia e forças de segurança dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mais informações serão divulgadas após a consolidação dos resultados da operação. Informe Baiano


Cinco pessoas foram presas durante a Operação Ruptura, deflagrada na manhã desta quarta-feira (3), contra organização criminosa responsável por crimes de homicídio e tráfico de drogas no município de Itabela, no extremo sul do estado.

A ação, do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade sul do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Sul), ocorreu em parceria com as Polícias Civil e Militar cumpriram os mandados de prisão e mais 16 de busca e apreensão na cidade.
Intitulada 'Ruptura', a operação integra uma articulação do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público brasileiro, que tem como finalidade combater facções em todo o país. BN

- Vandinho
- há 6 horas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, enviou nesta terça-feira (2) uma carta ao governo do presidente Donald Trump para pedir que os Estados Unidos não imponham tarifas de 25% aos produtos brasileiros, como recomendou uma investigação comercial do país americano.
O anúncio da proposta de novo tarifaço contra o Brasil se deu cerca de uma semana após encontro entre Flávio e Trump, o que sido usado por aliados do presidente Lula (PT) para associar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à medida e emplacar a narrativa de que ele trabalha contra os interesses nacionais.
Na carta, endereçada ao secretário de Estado Marco Rubio, Flávio afirma que o Brasil "atravessa um período de grave deterioração fiscal e econômica" e que a imposição de novas tarifas "causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro".
"Escrevo, portanto, para reiterar, formalmente, o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", diz.
O candidato do PL também afirma que, caso seja eleito presidente, colocará sua equipe à disposição de Rubio para tentar firmar com os americanos um tratado de comércio e investimento "benéfico para ambas as nações –um acordo construído sobre o livre mercado, o respeito mútuo e a aliança estratégica".
O documento enviado a Rubio começa com um agradecimento pela decisão dos EUA de classificarem as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas.
A medida foi anunciada dias após a visita de Flávio e vista como um trunfo eleitoral pelo campo bolsonarista. Governistas criticam a designação por entenderem que abre brecha para intervenção estrangeira no país e que pode afetar a economia brasileira.
Flávio Bolsonaro também publicou nas redes sociais um vídeo em que tenta responsabilizar Lula pelo novo tarifaço. Segundo o senador, ele disse a Trump que as empresas nacionais já são "absurdamente taxadas" pelo governo brasileiro e "estão sufocados com tanto imposto e burocracia".
"Esse estudo, da chamada Sessão 301, englobou mais de 60 países, incluindo o Brasil. Uma investigação que começou em 2025, muito antes da minha visita aos Estados Unidos na semana passada. A realidade é que essa tarifa é do Lula, pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, pelo seu discurso anti-americano por defender que o dólar deixe de ser moeda padrão nas relações internacionais", disse.
O que chamou mais atenção na carta foi o fato do senador colocar os Estados Unidos na frente do Brasil e desejar 'Deus Abençoe a América'.
Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro. Folhapress



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