
A Cachoeira dos Prazeres, um dos principais cartões-postais do Vale do Jiquiriçá, voltou ao centro de debates após mudanças na forma de acesso ao espaço. A Prefeitura de Jiquiriçá determinou que a visitação ao local aconteça apenas aos sábados, domingos e feriados, dentro do modelo de gestão privada implantado na área.
A medida já está em vigor e faz parte da concessão do espaço à iniciativa privada, firmada ainda na gestão do ex-prefeito João Fernando Alves, conhecido como Cascalho. O contrato prevê administração da área por dez anos pela empresa RDS Serviços Ltda., do município de Valença, com validade até novembro de 2034.
A decisão tem provocado repercussão entre moradores, comerciantes e ambientalistas. Parte da população teme que a cobrança de ingresso e as restrições de acesso acabem dificultando a visitação por famílias de baixa renda e alterem o uso tradicional do espaço, considerado patrimônio natural e importante ponto turístico da região.
Além das críticas sobre possível elitização do acesso, também existem preocupações relacionadas à preservação ambiental e ao equilíbrio entre exploração turística e conservação da bacia hidrográfica do Rio Jiquiriçá.
Segundo o modelo adotado, a concessionária será responsável pela organização do fluxo de visitantes, manutenção da infraestrutura e implementação de ações de sustentabilidade, incluindo controle de resíduos, preservação da mata ciliar e limitação do número de pessoas para evitar superlotação.
Entre as mudanças implantadas estão horários fixos de visitação e restrições à entrada de recipientes de vidro e materiais que possam gerar grande volume de lixo.
Os valores cobrados variam de acordo com a origem do visitante. Para turistas em geral, o ingresso custa R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada. Já moradores de municípios do Vale do Jiquiriçá e do Recôncavo Baiano pagam R$ 15 na inteira e R$ 7,50 na meia.
O caso também é acompanhado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, que monitora processos desse tipo para verificar o cumprimento do plano de manejo ambiental e garantir que não haja restrições abusivas ao acesso público.
A reportagem tentou contato com o prefeito Lucas de Deraldo, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Voz da Bahia


A judoca baiana Ana Damasceno, atleta do Instituto Maicon França (IMJ), foi convocada para representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos Universitários, que serão realizados em julho, na cidade de Lima, no Peru. Atualmente morando novamente na Bahia, a atleta defenderá a Universidade da Amazônia (Unama), instituição sediada no Pará.
A convocação veio após o desempenho de destaque nos Jogos Universitários Brasileiros de 2025, realizados no Rio Grande do Norte. Na competição, Ana conquistou os títulos Absoluto e por equipes, além do vice-campeonato em sua categoria, acima de 78 quilos.
Formada em Direito, a atleta cursa pós-graduação em Gestão Esportiva pela Unama e segue representando a universidade mesmo residindo em território baiano. A notícia da convocação foi recebida no dia 14 de abril e, segundo ela, chegou de forma inesperada.
“Não esperava, estava tranquila em casa. Sensei Rafael, do Mato Grosso, pediu para ligar para Sensei Pedro Garcia, da Unama. O coordenador Denilson Palheta confirmou minha convocação para os Jogos Pan-Americanos Universitários. Isso me faz acreditar na Olimpíada de 2028”, afirmou a judoca.
Ana contou ainda que compartilhou a notícia imediatamente com Amanda Moreira, sensei do Instituto Maicon França, que estava ao lado do treinador Maicon França, responsável por sua formação no judô desde os 13 anos de idade.
“É muito importante para o judô baiano e nordestino ter uma atleta lutando pela Seleção Brasileira nos Jogos Universitários. Ela vai representar o instituto”, destacou Maicon França. O treinador lembrou ainda que Ana já foi campeã baiana, integrou seleções de base e foi vice-campeã da seletiva olímpica. “Ela tem um grande potencial”, completou.
De volta à Bahia, Ana Damasceno afirma viver um momento importante na carreira, agora mais próxima da família e focada em alcançar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A atleta revelou que perdeu cerca de 20 quilos e atualmente pesa 128 kg, fator que exigirá uma preparação ainda mais intensa.
Para isso, ela conta com uma equipe multidisciplinar formada pelo personal trainer Luís Maurício, o nutricionista André Pires, a psicóloga Michele Mares — ex-profissional do Minas Tênis Clube — e Juliana Nunes, responsável pela alimentação personalizada.
Segundo Maicon França, a preparação será pesada até a disputa internacional. “Quando eu falo de apertar a mente é treinar quatro, cinco horas por dia, não só técnico e físico, mas também o mental. Ter a responsabilidade de saber até onde ela pode chegar”, afirmou o treinador.
O primeiro teste da nova fase será no próximo sábado (16), durante uma etapa do Campeonato Baiano, em Simões Filho. Depois, Ana disputa outra etapa estadual em Jequié, no dia 6 de junho, além do Troféu Brasil e Grand Prix, em Cuiabá (MT), entre os dias 11 e 14 de junho, antes de concentrar totalmente as atenções no Pan-Americano Universitário.
Projeto social e trajetória no esporte
A trajetória de Ana Damasceno no judô começou em um projeto social idealizado pelo pai, João Damasceno, na comunidade da Rocinha do IAPI, em Salvador. Posteriormente, ela passou pela academia Judô Katas e pelo Esporte Clube Vitória, onde conheceu Maicon França, campeão brasileiro e pan-americano, treinador que impulsionou sua carreira nacionalmente.
Com passagens pelo Minas Tênis Clube e Clube Atlético Paulistano, Ana agora busca consolidar o sonho olímpico enquanto também atua na formação de novos atletas. Em Lauro de Freitas, ela coordena um projeto de iniciação esportiva em judô nos colégios Gregório Pinto de Almeida e Jacira Fernandes Mendes.
A iniciativa é desenvolvida através da Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte, e conta com patrocínio do Mercado Livre, além do apoio da Prefeitura de Lauro de Freitas e da Secretaria Municipal de Educação. BN

- Vandinho
- há 16 horas

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por unanimidade, nesta sexta-feira (15), manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de linhas de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê.
Durante a votação, os diretores da agência afirmaram que as medidas adotadas pela empresa foram consideradas insuficientes para eliminar os riscos sanitários identificados pela fiscalização. Segundo a Anvisa, há um “histórico recorrente de contaminação microbiológica” envolvendo os produtos da fabricante.
A decisão mantém a proibição sobre os produtos, mas retira o efeito suspensivo relacionado especificamente ao recolhimento imediato dos lotes afetados. A medida vale para detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com numeração final 1.
Com a nova determinação, a empresa deverá apresentar um plano de ação baseado em análise de risco para o recolhimento dos produtos. Segundo a diretoria, isso permitirá acompanhamento técnico da Anvisa e uma eventual liberação gradual dos itens, lote a lote. g1



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