- Vandinho
- há 4 horas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez, no sábado (21), um ultimato ao Irã, dando 48 horas para que o país abrisse “completamente, sem ameaças” o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob risco de os EUA atacarem e destruírem usinas elétricas iranianas.
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e aniquilarão suas diversas USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, declarou Trump nas redes sociais.
O exército iraniano respondeu, neste domingo (22), que atacará infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização de água na região caso Donald Trump leve adiante suas ameaças.
O Estreito de Ormuz é a única passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico, por onde passa cerca de 20% das exportações globais de petróleo bruto.
Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel conduzem uma ofensiva militar em larga escala contra o Irã. Em resposta, Teerã fechou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.
Irã diz que Estreito de Ormuz permanece aberto apesar do ultimato
O Irã afirmou neste domingo (22) que o Estreito de Ormuz segue aberto à navegação internacional, com exceção de Israel e dos Estados Unidos, apesar do ultimato de 48 horas feito pelo presidente norte-americano.
“O Estreito de Ormuz está aberto a todos, exceto aos inimigos”, declarou o representante permanente do Irã na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, segundo a agência Mehr, citada pela EFE.
Mousavi explicou que a passagem de navios pelo estreito é possível “mediante coordenação com as autoridades iranianas para garantir medidas de segurança e proteção”.
O diplomata afirmou ainda que a atual situação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz é consequência da “agressão” dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e destacou que Teerã está disposto a cooperar com a IMO e com outros países “para melhorar a segurança marítima e proteger os trabalhadores do setor”. Noticias ao Minuto


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) diante do avanço de guerras, em especial no Oriente Médio, ao discursar neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia.
Ele afirmou que o Conselho de Segurança da entidade, criado para manter a paz e a segurança internacional, "promove guerras", ao citar os conflitos na Faixa de Gaza, na Ucrânia e no Irã.
"O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz, e são eles que estão fazendo as guerras", afirmou o presidente durante o 1º Fórum de Alto Nível Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos)-África. Ele disse ainda estar "indignado com a passividade" da organização.
Lula afirmou que o conselho não foi capaz de resolver conflitos em Gaza, na Ucrânia, na Líbia, no Iraque e no Irã. "Quem tem mais canhão, mais navio, mais avião e mais dinheiro se acha dono do mundo", disse.
O presidente também cobrou uma reforma urgente do órgão e defendeu maior representação de América Latina e da África. "Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se coloca mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?", questionou.
Ele classificou o momento atual de período com a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e contrapôs os gastos militares à persistência da fome. "Enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome", afirmou.
Publicada no mês passado, a 67ª edição do Balanço Militar mostrou que o gasto militar global cresceu em 2025 e atingiu o maior patamar desde a Segunda Guerra. O avanço em relação a 2024 foi de 2,5% em termos reais, chegando a US$ 2,63 trilhões (R$ 13,58 trilhões).
E segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), de 638 milhões a 720 milhões de pessoas passaram fome no mundo em 2024.
Lula dedicou parte do discurso ao caso do Irã. Ele relembrou que, em 2010, viajou a Teerã com o então presidente da Turquia, Abdullah Gül, para negociar um acordo sobre enriquecimento de urânio —proposta que, segundo ele, teve aval do então presidente americano, Barack Obama, em carta.
Segundo o presidente, o acordo foi firmado, mas Estados Unidos e Europa responderam ampliando o bloqueio ao país. "Depois de alguns anos, foram fazer outro acordo pior do que aquele que a gente tinha feito", disse.
Para Lula, o episódio faz parte de um padrão em que potências constroem a imagem de um inimigo para justificar o uso da força. "Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras", afirmou, em referência a argumentos usados pelo presidente Donald Trump para atacar o Irã, com base no temor de desenvolvimento de armas nucleares.
Outro tema abordado foi a disputa por minerais críticos e terras raras. Lula afirmou que países da América Latina e da África ainda enfrentam as consequências da colonização e alertou para o risco de uma nova forma de dominação, agora com base em recursos estratégicos. Segundo ele, potências estrangeiras tentam repetir uma lógica histórica de exploração.
"[Com os minerais críticos] é a chance de Bolívia, África e América Latina não aceitar ser apenas exportadora", disse, defendendo que investidores estrangeiros se instalem e produzam nesses países.
Lula também defendeu que o Atlântico Sul permaneça livre de disputas geopolíticas e anunciou que o Brasil organizará, em 9 de abril, uma reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul. Agência Brasil


O presidente nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, publicou um vídeo no instagram neste sábado (21) realizando uma série de acusações contra o cantor Wesley Safadão, apontando suposto envolvimento em esquemas de corrupção relacionados à contratação de shows por prefeituras do Nordeste.
Segundo Renan, o artista seria “o novo ícone da corrupção no Brasil”, ao liderar um esquema que, segundo ele, exploraria municípios pobres por meio de contratos milionários.
“Somente entre 2024 e 2025, o Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de R$ 52 milhões, enchendo o bolso de grana em municípios que não sabem explicar até agora como é que fizeram isso”, afirmou.
O líder do MBL também comparou os pagamentos recebidos por Safadão ao custo de investimentos em políticas habitacionais.
“Só pra entender, daria para construir 400 casas do Minha Casa Minha Vida com esse valor”, disse.
No vídeo, Renan Santos também cita uma suposta parceria entre o cantor e o deputado federal Júnior Mano, que, segundo ele, teria atuado na intermediação de shows junto a prefeituras do interior do Ceará.
“Tudo isso tem nome, isso é um escândalo de corrupção”, declarou. Ele afirma que apresentações teriam sido contratadas sem licitação e financiadas por emendas parlamentares conhecidas como “emendas PIX”, o que, segundo ele, facilitaria a definição de valores elevados.
Como exemplo, Renan menciona a cidade de Nova Russas, onde Safadão teria recebido cerca de R$ 2 milhões em apresentações.
Ele também alegou proximidade entre o cantor e o parlamentar, incluindo uso de aeronave para fazer supostas campanhas.
Em um trecho exibido no vídeo, Safadão aparece declarando ser amigo de Júnior Mano.
“Eu posso falar porque eu sou muito amigo do Júnior Mano. Valeu, Júnior Mano! […] 2026 vai ser demais!”, afirmou.Renan Santos afirmou que se for eleito presidente vai por gente como Safadão na cadeia.
“Se eu me tornar presidente, gente como o Safadão vai pra cadeia. […] Esse é o país da Lei e da Ordem”, declarou.
Bnews



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