
O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM-BA) analisa uma ocorrência contra o prefeito Clevyn (PT), de Cocos, por suspeita de irregularidades na contratação de parentes de um servidor público municipal com cargo comissionado. O despacho foi assinado nesta sexta-feira (25) e publicado neste sábado (26).
Segundo o documento ao qual o Achei Sudoeste, parceiro do BN, teve acesso, os contratos sob suspeita envolvem a empresa Athos Carneiro Viana e alcançam valores de mais de R$ 1,2 milhão (Contrato nº 137/2026), além de um aditivo contratual de R$ 86.544.
Os contratados são, respectivamente, cunhado e esposa do médico Lúcio Lacerda de Moura, servidor efetivo da rede municipal de saúde e atual Diretor Clínico do Hospital Municipal de Cocos, município do Extremo Oeste Baiano.
A inspetoria destacou que as contratações ferem os princípios da impessoalidade e moralidade, além de descumprirem a Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) e o artigo 68-A da Lei Orgânica Municipal, que proíbe contratos do município com parentes de servidores em até segundo grau. O risco de dano ao erário é superior a R$ 1,29 milhão entre os exercícios de 2026 e 2027.
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA) solicitou a suspensão imediata dos atos administrativos e pagamentos decorrentes dos contratos.
O tribunal ainda decidiu postergar a apreciação da liminar e determinou a notificação prévia do gestor municipal para que ele apresente sua defesa no prazo regimental antes de uma deliberação sobre a suspensão dos contratos. BN


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu investigações sobre cerca de 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA), lesão que pode causar a perda permanente da visão, em pacientes que faziam uso de canetas emagrecedoras. Entre os modelos de GLP-1 utilizados estão o Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Rybelsus.
O tema veio à tona nesta semana, quando um grupo de pacientes nos Estados Unidos processou a Novo Nordisk pelo risco de perda de visão, causada pela NOIA. Os processos foram revelados por uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal.
Estudos publicados na revista científica JAMA Ophthalmology já apontam que o risco de Noia é de quatro a sete vezes maior entre os que receberam semaglutida, em comparação com quem usava outras medicações.
No estudo em questão, os próprios pesquisadores disseram que a observação era limitada para estabelecer relação de causa e efeito. Isso porque esses pacientes também tinham doenças que podem causar a doença, como a diabetes.
A doença funciona como um infarto no nervo que liga o olho ao cérebro. Os pequenos vasos que o irrigam entopem, parte das células nervosas morre e a visão de um dos olhos piora sem aviso prévio. Estes sintomas, muitas vezes, podem se tornar permanentes.
Os casos ainda são tratados como suspeitos e estão sendo acompanhados pela agência. De acordo com o órgão sanitário, a presença do remédio e da doença na mesma notificação não comprova que um tenha causado o outro.
Apesar disso, desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a NOIA consta na bula dos medicamentos com semaglutida como reação adversa muito rara.
Em nota enviada ao G1, a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, diz que monitora os dados de segurança de seus remédios, incluindo questões oftalmológicas. Já a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, afirma que uma análise de seus próprios ensaios clínicos não mostrou aumento de casos da doença com a semaglutida e que o balanço entre benefícios e riscos segue favorável.



Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições municipais e gerais de 2026.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 918.876 eleitores estão registrados em 134 países, o que representa pouco mais de 0,5% do total de 158,7 milhões de votantes do país.
Diferente de quem reside no Brasil, os cidadãos que vivem fora votam exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.
O volume de eleitores no exterior registra um crescimento vertiginoso nas últimas décadas, acumulando uma alta de 358% entre 2010 e 2026.
Em 2010, eram apenas 210 mil brasileiros habilitados a votar no estrangeiro, número que subiu para 354 mil em 2014, atingiu 500 mil em 2018 e chegou a quase 700 mil no pleito de 2022.
Para muitos, o ato de votar mesmo distante fortalece o sentimento de conexão com a terra natal e reaviva o orgulho patriótico ao comparar a rotina internacional com a realidade brasileira.
Para atender ao contingente, o TSE planeja instalar seções eleitorais em 186 cidades espalhadas pelo mundo.
A votação ocorrerá majoritariamente em sedes de consulados e embaixadas brasileiras, mas também contará com estruturas adaptadas em locais como escolas, hotéis e outros espaços públicos.
Os cinco países que concentram as maiores parcelas do eleitorado brasileiro no exterior são Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil). Agência Brasil


















