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Além da FAB: PMs e bombeiros perderam R$ 4 mi em golpe da pirâmide

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
28 de fev. de 2024
2 min de leitura

Não foram só os oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) que acabaram vítimas em um esquema de pirâmide. Policiais militares, bombeiros, empresários, servidores federais e até mesmo um gerente de um banco em São Paulo viram o dinheiro sumir após caírem em um suposto golpe.


Levantamento feito por ex-funcionários da S.A Consultoria, Assessoria e Soluções LTDA (Sacredi) apontou que a dívida da empresa é superior a R$ 4 milhões. Segundo relatório, 72 pessoas investiram no negócio, sendo 43 da FAB.


Questionado, o empresário responsável pela financeira negou o montante, mas não soube especificar uma quantia. “O valor agora em certo não sei, pois tenho revisões, multas rescisórias e sobre o pessoal estão colocando com o juros do tempo que ficou por isso estão calculando isso”, alegou.


Segundo os funcionários, o rendimento era visto como certo e seguro, inclusive os próprios colaboradores da empresa investiram dinheiro na consultoria. Eles destacam que não perceberam imediatamente os sinais de que os lucros de até 15% mensais não passavam de uma bolha prestes a estourar.


“Eu acreditava que era apenas uma má fase”, disse o funcionário. Ele via o dono da empresa, Samir Almeida Silva, como um homem de sucesso, que saiu do “nada” e construiu um negócio bem-sucedido. “Ele tem uma boa lábia, convence as pessoas”, destacou.


Segundo o ex-funcionário, após praticamente três meses de salários atrasados, ele percebeu que não se tratava apenas de um período ruim.


“Teve corte de energia, e a empresa fez um ‘gato’ na energia. Eu vi que era o fim quando o Samir começou a se esconder, não atendia os investidores, e não cumpria com os acordos que estavam sendo feitos. O estopim foi quando simplesmente mandaram uma mensagem informando que eu não precisava mais comparecer ao escritório, era para ficar em casa, trabalhando de home office”, detalhou.


“Logo em seguida, fecharam a loja, fizeram a mudança na calada da noite, por volta de 21h, desde então o Samir e família sumiram, ninguém sabe mais nada deles, só apenas boatos.” Os funcionários não receberam pelos meses trabalhados, não tiveram Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pagos.


Na sede do Gama, a empresa chegou a ter 56 funcionários, na filial de Planaltina de Goiás – entorno do Distrito Federal, eram 22 colaboradores. Segundo a equipe, havia outra filial em São Paulo, com 41 funcionários até novembro de 2022.


De acordo com os relatos, a empresa fazia questão de ostentar. Na festa de confraternização da firma, em dezembro de 2022, Samir fechou uma chácara para que cada funcionário levasse até quatro acompanhantes. A comida era liberada, com sorteios de prêmios em dinheiro e de produtos eletrônicos.

 

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