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Asteroide Apófis passará perto da Terra: entenda os riscos e as missões espaciais

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 21 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Foto: Arte: Marti Bug Catcher/ Shutterstock / Portal de Prefeitura


O asteroide Apófis deve passar a aproximadamente 35 mil quilômetros da superfície da Terra, uma distância semelhante à órbita dos satélites geoestacionários de comunicação e meteorologia. Essa proximidade desperta atenção de cientistas e agências espaciais devido ao seu potencial impacto.


Descoberto em 2004, Apófis inicialmente causou preocupação por uma possível colisão com o nosso planeta. Estimativas preliminares indicavam risco de impacto em 2029 ou 2036, mas observações posteriores, especialmente em 2009, descartaram essa ameaça iminente.


Mesmo sem risco imediato, o asteroide Apófis continua sendo um dos corpos celestes mais monitorados do sistema solar. Atualmente, a probabilidade de colisão em encontros futuros está estimada em 1 em 45 mil.


A Agência Espacial Europeia (ESA) planeja lançar em 2028 a missão Ramses, destinada a interceptar Apófis e posicionar uma sonda para coletar dados detalhados sobre sua órbita, rotação e composição. Paralelamente, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) fornecerá equipamentos, incluindo câmeras infravermelhas, adaptando sua missão Destiny+ para observar o asteroide.


Além disso, a NASA avalia a possibilidade de estender a missão Osiris, originalmente focada no asteroide Bennu, para estudar Apófis. A decisão depende do orçamento e da aprovação do Congresso dos Estados Unidos, mas cientistas defendem a continuidade da pesquisa para aprimorar estratégias de defesa planetária.


Embora não haja risco imediato de impacto em 2029, projeções indicam possíveis aproximações mais perigosas entre 2068 e 2069. Em um cenário extremo, um impacto do asteroide Apófis poderia liberar energia equivalente a 800 megatons — cerca de 200 vezes a potência da bomba atômica lançada sobre Hiroshima. Apesar disso, especialistas garantem que tal evento não causaria a extinção da vida humana no planeta.


 
 
 

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