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Bolsonaro critica abusos do judiciário e compara sua reação a uma emboscada;confira.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
18 de jun. de 2020
2 min de leitura

Em uma crítica indireta ao STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (17) que abusos têm sido cometidos no país e que a estratégia de reação deve ser uma emboscada.


Na entrada do Palácio da Alvorada, onde conversou com um grupo de eleitores, o presidente disse que tentam fazer acusações contra ele e que, primeiro, é necessário esperar "o cara se aproximar" para que seja tomada uma atitude.


"Têm abusos acontecendo e conseguem acusar a mim ainda. Mas importante que as mídias sociais hoje em dia mostram a verdade. E, brevemente, tudo estará resolvido. Pode ter certeza", disse. "É igual uma emboscada. Você tem de esperar o cara se aproximar. 'Vem mais, vem jogando ovo e pedra'. Falei hoje de manhã: não quero medir força com ninguém. Continua vindo", acrescentou.


Pela manhã, Bolsonaro afirmou que houve abuso na operação autorizada pelo STF contra aliados de seu governo e observou que "está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar".


As declarações foram gravadas e publicadas nas redes sociais. A definição de uma emboscada, segundo o dicionário, é a estratégia de aguardar a aproximação de um inimigo para desferir um ataque surpresa.


Nesta quarta-feira (17), o STF formou maioria a favor da legalidade do inquérito das fake news, que apura a disseminação de notícias falsas e ameaças a integrantes da corte e se tornou alvo de ataques de Bolsonaro.


O presidente se referiu a uma emboscada ao participar de cerimonia de hasteamento da bandeira nacional. Ele estava acompanhado do comandante do Exército, o general Edson Pujol.


Na conversa, Bolsonaro também criticou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e disse que o processo que pode levar à cassação da chapa presidencial já deveria ter sido arquivado. "É até vergonhoso dizer que um tribunal superior está julgando uma ação como essa. É até vergonhoso."


O presidente voltou a dizer que não admitirá um "julgamento político". A iniciativa trata de um ataque virtual contra um grupo de mulheres nas redes sociais durante a eleição de 2018.


"Nós não queremos fazer nada de ilegal, ao arrepio da lei, mas também não admitiremos um julgamento político. Aí não. Isso é uma afronta? Não é afronta, é uma realidade. Ser acusado disso?", questionou. Folhapress.

 
 
 

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