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Brasil tem 47 casos suspeitos de hepatite desconhecida


Pouco mais de 1 mês depois de ter alertado sobre um novo surto de hepatite no Reino Unido, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já contabilizou 429 casos e 6 mortes causadas pela doença. Segundo a instituição, eram 80 relatos em 15 de abril de 2022. Na 3ª feira (17.mai.2022), esse número mais do que quintuplicou.


Hepatite é qualquer inflamação no fígado. Mas o surto atual difere dos todos os registros médicos anteriores. Os exames não encontraram nenhum dos fatores clássicos da doença e a origem dos episódios ainda não foi definida. Também chama a atenção dos especialistas os relatos serem só de crianças e adolescentes até 16 anos. Os jovens são acometidos de casos graves algo incomum.


“Não é novidade termos uma hepatite em que não descobrimos a causa. O que não é esperado é esse número”, diz o hepatologista Leonardo Schiavon. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenador do serviço de gastroenterologia do hospital universitário da instituição, afirma que os casos sem causa definida geralmente são pontuais e não aparecem em grupo, como agora.


A responsável pelo programa de hepatites da OMS, Philippa Easterbrook, se soma à fala de Schiavon. “Casos de hepatite em crianças sempre ocorreram, mas eram raros. Estamos trabalhando em vários países para coletar informações melhores para estabelecer se há algum caso comum”, disse em entrevista a jornalistas na 3ª feira.


A nova versão da doença não se enquadra nos exames tradicionais. O resultado é negativo para as hepatites A, B, C, D e E. Os episódios estão sendo classificados como uma inflamação no fígado aguda e severa de causa desconhecida. Popularmente, é chamada de “hepatite misteriosa”.


Só são considerados como casos prováveis dessa nova versão os pacientes com testes negativos para todas as versões tradicionais. Antes que haja tal confirmação, são tratados apenas como suspeitas.


O Brasil tem 47 casos suspeitos em análise, segundo dados do Ministério da Saúde de 4ª feira (18.mai). A maioria em São Paulo (14) e em Minas Gerais (7). Contudo, esses pacientes ainda precisam concluir a lista de testes para serem confirmados ou descartados. Três casos já foram dispensados.




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