top of page

Canetas emagrecedoras já chegaram a 33% dos lares brasileiros; compra sem receita e automedicação preocupam especialistas

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
22 de jul.
2 min de leitura
Dr. Mauro Jácome, médico gastroenterologista e especialista em emagrecimento
Dr. Mauro Jácome, médico gastroenterologista e especialista em emagrecimento

O uso das chamadas canetas emagrecedoras avançou no Brasil em 2026. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 33% dos domicílios brasileiros já tiveram ao menos um morador que utiliza ou utilizou medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, ante 26% no fim de 2025.


O tema também se popularizou, com apenas 6% da população afirmando nunca ter ouvido falar desses medicamentos.


Embora o uso ainda seja mais comum entre as classes de maior renda, a pesquisa indica expansão para todas as faixas sociais.


O levantamento aponta que 39% dos domicílios das classes A e B registram usuários, enquanto o índice chega a 30% nas classes C, D e E. Além disso, seis em cada dez brasileiros conhecem alguém que faz ou já fez uso desses medicamentos.


“Esse crescimento é resultado da combinação de alguns fatores. Os medicamentos passaram a apresentar resultados consistentes na perda de peso, ganharam ampla exposição nas redes sociais e na mídia, tiveram novas indicações aprovadas e se tornaram mais conhecidos pela população. Isso fez com que muitas pessoas passassem a enxergá-los como uma solução rápida para o emagrecimento”, explicar o médico gastroenterologista e cirurgião geral Mauro Lúcio Jácome.

O especialista ainda discute uma preocupação. É que essa popularização veio acompanhada da banalização do tratamento.


“O tratamento da obesidade não se resume à aplicação de uma medicação. Cada paciente precisa ser avaliado quanto ao seu estado de saúde, às contraindicações, à dose adequada e à necessidade de acompanhamento nutricional e de atividade física. Quando cerca de quatro em cada dez usuários conseguem o medicamento sem receita, estamos diante de um problema de saúde pública, porque o uso indiscriminado aumenta o risco de complicações e compromete a eficácia do tratamento”, completa o especialista.


O estudo também revela mudanças significativas nos hábitos de consumo. Em 95% dos domicílios com usuários, houve redução na compra de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas.


As maiores quedas ocorreram no consumo de doces e salgadinhos, bebidas açucaradas, massas, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados. Também foi registrada diminuição na frequência de idas a restaurantes, pedidos de delivery e consumo de fast food.


Apesar da elevada aprovação entre os usuários, o preço ainda representa a principal barreira ao acesso.


A pesquisa mostra que 78% recomendariam o medicamento a familiares, mas cerca de 40% afirmam ter adquirido o produto sem receita médica, pela internet ou no exterior, evidenciando o crescimento do mercado informal.


Segundo o Instituto Locomotiva, uma eventual redução de preços ou quebra de patentes pode ampliar ainda mais o uso desses medicamentos no país.


“Muito além do preço, é preciso avaliar quem realmente tem indicação, ajustar doses, monitorar efeitos colaterais e associar a medicação a mudanças no estilo de vida. Caso contrário, aumenta o risco de complicações e de resultados insatisfatórios a longo prazo.


Sem falar que estamos falando de saúde, de vida. É muito importante ser responsável com isto”, finaliza Dr. Mauro Jácome, médico gastroenterologista e especialista em emagrecimento. Fonte:BMC


 
 
 

Comentários


© 2023 BLOG VANDINHO MARACÁS  •  TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

DESENVOLVIDO POR:

bottom of page