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Caso Mari Ferrer: juiz será investigado pelo CNJ após polêmica de “estupro culposo”.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
4 de nov. de 2020
1 min de leitura

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai analisar um pedido de investigação contra o juiz que inocentou o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro contra a jovem Mariana Ferrer.


O magistrado Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, aceitou a tese de “estupro culposo”, um crime não previsto em lei e que significaria um abuso sexual sem a intenção de abusar sexualmente. 


A decisão causou polêmica nas redes sociais nesta terça (3/11), após o vídeo do julgamento ter sido divulgado pelo Portal The Intercept. As imagens mostram que o juiz não interveio quando o advogado de Aranha afirmou que a vítima tem como “ganha pão” a “desgraça dos outros”, nem quando foram mostradas fotos sensuais da garota, sem qualquer relação com o fato apurado, para questionar a acusação.


O pedido de investigação contra o juiz foi apresentado pelo conselheiro do CNJ Henrique Ávila à corregedoria do órgão. “O que eu assisti é chocante. Precisamos avaliar aprofundadamente para apurar responsabilidades”, disse Ávila ao Estadão. “As chocantes imagens do vídeo mostram o que equivale a uma sessão de tortura psicológica no curso de uma solenidade processual”, escreveu o conselheiro no pedido. A proposta deve ser apreciada pelo plenário do Conselho.


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)  Gilmar Mendes afirmou que as cenas “são estarrecedoras”. “O sistema de Justiça deve ser instrumento de acolhimento, jamais de tortura e humilhação. Os órgãos de correição devem apurar a responsabilidade dos agentes envolvidos, inclusive daqueles que se omitiram”, disse o magistrado nas redes sociais.

Leia a matéria original em AratuOn

 
 
 

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