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Congresso deve se reunir para decidir destino da deputada Flordelis.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
27 de ago. de 2020
1 min de leitura

Líderes da Câmara devem se reunir na próxima semana para debater o que poderá ser feito com o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson Carmo.


"Estamos aguardando o recebimento da documentação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. E, na próxima semana, vou fazer reunião da mesa e depois uma reunião com os líderes, vamos discutir o assunto e ver de que forma a Câmara quer encaminhar esse assunto", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quarta-feira, 26. "Vou reunir a Mesa, vou reunir os líderes e vamos decidir em conjunto. Eu não posso decidir tudo sozinho, não é o melhor caminho", disse.


Apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como mandante do assassinato, Flordelis teria arquitetado o crime por estar insatisfeita com a forma com que o pastor geria o dinheiro da família. Segundo os investigadores, ela tentou assassinar o pastor pelo menos seis vezes por envenenamento, além de contratar pistoleiros em outras duas oportunidades.


Durante o inquérito, a polícia e o MPRJ se depararam com uma troca de mensagens em que Flordelis sugere que o assassinato do marido seria a única saída. "Quando ela convence e fala com um outro filho que está aqui denunciado, o André, sobre esse plano de matar Anderson, ela fala da seguinte maneira: 'Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus', e então resolve matar. Ou seja, nessa lógica torta, o assassinato escandalizaria menos", contou o promotor Sergio Lopes Pereira, em entrevista concedida na manhã de segunda-feira, 24. Estadão.

 
 
 

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