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Curso ensina letramento racial a trabalhadores do SUS; confira

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
16 de dez. de 2024
2 min de leitura

Em uma iniciativa inédita para o fortalecimento da diversidade e equidade no Sistema Único de Saúde (SUS), a Escola Politécnica em Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com universidades federais e apoio do Ministério da Educação (MEC), lançou o curso online gratuito “Letramento Racial para Trabalhadores do SUS”.


No contexto das comemorações ao Dia da Consciência Negra como feriado nacional pela primeira vez este ano, a formação é uma resposta à necessidade de desconstruir práticas racistas e fortalecer a produção de ações antirracistas dentro do campo da saúde.


Coordenado pelas professoras Regimarina Reis e Letícia Batista, da Fiocruz e UFF, respectivamente, o curso aborda temas cruciais como as relações entre racismo e saúde como direito no Brasil e a prática antirracista como princípio do trabalho em saúde.


A formação visa reconhecer e questionar estereótipos, preconceitos e discriminações raciais, destacando a urgência de combater o racismo estrutural que impacta a saúde pública no país.


A iniciativa é fruto do edital Inova Educação – Recursos Educacionais Abertos da Fiocruz e conta com cerca de 7 mil inscritos de todas as 27 unidades da Federação. A professora Regimarina Reis explica que o curso é um processo formativo introdutório, abrangendo desde questões sociais até os processos de saúde e adoecimento no Brasil.


“O racismo é um obstáculo central para a realização da saúde como direito no país e deve ser enfrentado em todas as esferas da sociedade, incluindo o trabalho em saúde”, afirma.


Dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE mostram que, apesar de 55,5% da população brasileira se identificar como negra, pessoas negras ainda enfrentam desvantagens significativas no acesso aos serviços de saúde em comparação com pessoas brancas.


Apenas 74,8% das pessoas pretas e 73,3% das pardas consultaram um médico nos 12 meses anteriores, enquanto entre pessoas brancas, essa proporção sobe para 79,4%.


“Este curso é um passo importante para que mais práticas antirracistas sejam adotadas nos serviços de saúde, desafiando o racismo estrutural presente tanto na sociedade quanto nas instituições públicas”, completa Reis. Agência Brasil



 
 
 

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