Depoimentos à Polícia Federal revelam detalhes sobre tentativa de golpe


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, retirou o sigilo dos depoimentos dados à Polícia Federal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro na Presidência.
Alguns depoimentos ganharam destaque como do general Estevam Theophilo, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL e o ex-comandante do Exército Freire Gomes.
O general Estevam Theophilo, em depoimento à PF, negou ter envolvimento com a minuta do golpe e afirmou não ter proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também negou ter conhecimento de quaisquer planos de prisão ou de monitoramento e vigilância ao ministro Alexandre de Moraes. Theophilo também afirmou que não participou da elaboração da nota “às instituições e o Povo Brasileiro”, emitida pelos comandantes das Forças.
Theophilo disse que não tinha encontros pessoais com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e que não concordou com o conteúdo da “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”.
Em relação às reuniões no Palácio da Alvorada, afirmou que esteve a pedido do comandante do Exército. Apesar de ter ficado sozinho com Bolsonaro, não tratou com ele de possível minuta de golpe ou utilização de Garantia de Lei e da Ordem (GLO), estado de defesa, estado de sítio ou intervenção federal.
Já Valdemar da Costa Neto, confirmou aos investigadores que Bolsonaro tinha desejo de permanecer no poder, mas que queria agir “nas quatro linhas da Constituição”. Apesar do presidente do PL dizer à Polícia Federal que não concordava com as falas de Bolsonaro contra o sistema eleitoral, ele assumiu, em seu depoimento, que chegou a tratar com o ex-presidente derrotado sobre formas de continuar no poder. Valdemar ainda disse, que Jair Bolsonaro não deu um golpe de Estado porque ele “não viu maneira de fazer”.
E o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, admite que viu duas versões da minuta do golpe. Gomes disse que participou de uma reunião em 7 de dezembro com o então presidente no Palácio da Alvorada em que o assessor de assuntos internacionais Filipe Martins leu a minuta e depois se retirou.
Em outro encontro, Bolsonaro apresentou um documento com a Decretação do Estado de Defesa e a criação da Comissão de Regularidade Eleitoral, e que ele e o comandante da Aeronáutica, Baptista Junior, foram contundentes a ser colocar contrários ao documento exposto. Metro1





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