Diretora de “Meu nome é Gal” relata ligação telefônica de Gal Costa e Caetano Veloso: “Não se falavam fazia um tempo”


Dandara Ferreira, cineasta baiana conhecida por ter codirigido o filme de ficção sobre a trajetória de Gal Costa, “Meu Nome é Gal”, esteve no “Desculpa Alguma Coisa”, videocast apresentado por Tati Bernardi.
O episódio foi ao ar no dia 30 de setembro e, nele, a diretora falou sobre os bastidores da produção do filme, sua relação com a cantora e detalhou outros projetos de sua carreira, como o documentário que retrata o período do impeachment de Dilma Rousseff, “Anatomia do Caos”.
Entre diversas histórias, a cineasta falou sobre um momento inusitado durante a produção do longa sobre uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira, Gal Costa. Dandara relata que o filme demorou cerca de cinco anos para acontecer e explica que, em um certo dia, estava na companhia de Caetano Veloso e, na ocasião, fez a “ponte” para os dois cantores se falarem ao telefone, algo que não acontecia há um tempo, já que os dois artistas não se falavam mais com tanta frequência.
“Coincidentemente, eu estava com Caetano nesse dia. A Gal me mandou uma mensagem de texto, e eu respondi: ‘você não sabe com quem que eu tô’”, disse a diretora, afirmando que logo depois a voz de “baby” a questionou de quem ela estava falando. Dandara explicou para a cantora que estava com Caetano Veloso, perguntando se podia telefonar para Gal, ao que a cantora disse que sim.
A diretora, então, fez uma chamada de vídeo, levando, logo depois, o telefone para Caetano. “Aí eu levei até onde Caetano estava, e eles começaram a se falar. Eu olhava para um, olhava para o outro. Eu falei: ‘Cara, eu que tô proporcionando isso’”, disse Dandara. “Eles não se falavam fazia um tempo; a gente acha que são melhores amigos, mas não se falam hoje em dia”, explicou.
Dandara finalizou dizendo que já fazia muito tempo que a dupla não se falava e que ficaram bastante emocionados de estarem se falando naquele momento.
A soteropolitana Gal Costa foi um dos maiores nomes da música brasileira, transitando entre diversos gêneros e estilos musicais. A artista foi uma das principais vozes do Tropicalismo, movimento musical brasileiro do final dos anos 1960, que também contou com outros artistas baianos, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia. A cantora faleceu em novembro de 2022, aos 77 anos, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio. BN





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