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Donald Trump demite Pam Bondi, procuradora-geral dos EUA; confira

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 3 de abr.
  • 2 min de leitura
© Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images
© Jabin Botsford/The Washington Post via Getty Images

O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos, esta quinta-feira (2). A informação foi revelada pela CNN Internacional e, pouco depois, confirmada pelo chefe de Estado através da sua rede social.

 

"Pam Bondi é uma grande patriota e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excepcional ao supervisionar um combate maciço do crime em todo o país, com os homicídios descendo para o nível mais baixo desde 1900", começou escrevendo, sem citar dados oficiais.


Trump continuou: "Adoramos a Pam, e vai transitar para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve".


Pam Bondi será substituída pelo "muito talentoso e respeitado" vice-procurador-geral Todd Blanche, também ex-advogado pessoal de Trump, no caso relacionado com os pagamentos secretos à atriz pornográfica Stormy Daniels.

 

Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria ficando frustrado com Bondi em várias frentes, exatamente, com a forma como tinha lidado com os documentos do caso Epstein e com o fato de não ter investigado um número suficiente dos adversários pessoais e políticos do presidente.


Na quarta-feira, Trump teria falado pessoalmente com Bondi sobre a possibilidade de ser substituída e na conversa, que uma fonte descreveu ao mesmo meio como "dura", o presidente norte-americano teria dito à procuradora-geral que receberia um cargo diferente posteriormente.


A ex-procuradora-geral da Florida, de 60 anos, tomou posse no ano passado prometendo que não faria política com o Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês), mas rapidamente iniciou investigações contra adversários de Trump, sujeitando-se a críticas de que a agência era utilizada como instrumento de vingança para promover a agenda política e pessoal do presidente. 


Bondi, destaca a agência AP, subverteu a cultura de independência do DoJ relativamente à Casa Branca, supervisionando demissões em massa de funcionários de carreira e agindo de forma agressiva para investigar os adversários percebidos do presidente republicano.


A demissão de Bondi ocorre após o afastamento, em março, de Kristi Noem, ex-secretária da Segurança Interna , após críticas crescentes à sua liderança no departamento, a conhecida como 'Barbie do ICE' tem vindo a estar envolvida em polémica, incluindo pela condução da repressão da imigração e na resposta a catástrofes.


 
 
 

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