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Em sabatina, André Mendonça defende casamento entre pessoas do mesmo sexo e estado laico

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
1 de dez. de 2021
2 min de leitura

O ex-ministro da Justiça, André Mendonça, está sendo sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Nesta quarta-feira (1/12). Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e os senadores iram votar se aprovam ou não a indicação.


Dentre as pautas polêmicas que se posicionou, Mendonça afirmou que defenderá o "direito constitucional do casamento civil das pessoas do mesmo sexo". Ele é evangélico e atua como pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília.


Enquanto falava aos senadores, o ex-ministro da Justiça disse que, se houver uma discussão no Supremo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os parlamentares podem ter "certeza" que ele respeitará "os mesmos direitos civis".


O senador Fabiano Contarato (Rede-ES), então, questionou a Mendonça se o indicado para o STF é favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. "O casamento civil, eu tenho a minha concepção de fé especifica. Agora, como magistrado da Suprema Corte, eu tenho que me pautar pela Constituição [...] Eu defenderei o direito constitucional do casamento civil das pessoas do mesmo sexo", completou.


TORTURA


Segundo o possível novo ministro do STF, a democracia no Brasil não foi conquistada com "sangue derramado". "Eu disse na fala inicial: a democracia é uma conquista da humanidade.


Para nós, não, mas, em muitos países, ela foi conquistada com sangue derramado e com vidas perdidas. Não há espaço para retrocesso. E o Supremo Tribunal Federal é o guardião desses direitos humanos e desses direitos fundamentais", afirmou.


Nas redes sociais, a fala logo teve repercussão negativa por ignorar as mortes e tortura contra opositores do regime militar. O senador Fabiabo Contarato novamente o contrariou. "Quatrocentos e trinta e quatro mortos (434), milhares de desaparecidos, 50 mil presos, 20 mil brasileiros torturados, 10 mil atingidos por processos e inquéritos, 8.350 indígenas mortos.


O deputado federal Rubens Paiva, quando fez discurso em defesa do presidente João Goulart, teve seu mandato cassado, casa invadida. Foi preso e torturado até morrer. Nossa democracia, senhor André, também foi construída em cima de sangue, mortes e pessoas desaparecidas. É inaceitável negar a história", disse Contarato.


Depois, Mendonça retificou sua fala, alegando que estava se referindo às revoluções liberais nos países europeus no século XIX (19) e pediu desculpas. "Meu pedido de desculpas por uma fala que pode ter sido mal interpretada e que não condiz com aquilo que eu penso. Vidas se perderam na luta para a construção da nossa democracia. Além do meu pedido de desculpas, o meu registro do mais profundo respeito e lamento pela perda dessas vidas", afirmou. AratuOn.


 
 
 

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