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Empresa da Austrália vai investir US$220 milhões em mineração nas proximidades de Jequié

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
13 de nov. de 2023
2 min de leitura

Atualizado: 14 de nov. de 2023



A Brazilian Rare Earths tem a concessão para explorar terras raras num terreno de mais de 460 quilômetros quadrados próximo de Jequié, na Bahia. As terras raras têm ganhado importância nos últimos anos por serem essenciais no processo de eletrificação. Os elementos são usados na fabricação de equipamentos de geração de energia renovável, smartphones, cabos, super-ímãs, baterias de longa duração e foguetes. A Brazilian Rare Earths vai operar com a extração das chamadas argilas iônicas (ionic clays), uma argila normal que contém íons de terras raras.


Metade dos recursos do IPO será usado para acelerar o processo de exploração das terras, com o objetivo de começar a extrair as argilas iônicas em 2026. Outra parte será destinada à aquisição de mais terras, e o restante para capital de giro. O IPO vem num momento em que o mercado de mineração de metais raros está bombando, com investidores buscando se posicionar em ativos que se beneficiem da transição energética e isolem o risco geopolítico.


Hoje, 80% de toda a produção de terras raras vem da China, o que tem gerado preocupação nos Estados Unidos e Europa em relação à dependência de um país tido como rival. Isso tem levado a uma corrida global por terras raras, e o Brasil deve ser um dos grandes beneficiários desse movimento. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o Brasil tem a terceira maior reserva de terras raras do mundo, ao lado da Rússia, com 21 milhões de toneladas. Os maiores depósitos estão na China (44 milhões de toneladas) e no Vietnã (22 milhões).


Além disso, o “Brasil é considerado um país neutro, está fora da briga China versus Ocidente,” disse um empresário que está começando a estudar esse mercado. “Isso é bom porque o Brasil pode virar uma alternativa importante para esses países no futuro.” No Brasil, há quatro empresas explorando o mercado de terras raras hoje — todas em estágio pré-operacional. Além da Brazilian Rare Earths, as maiores são a Meteoric Resources, que é australiana e disse recentemente que vai investir mais de R$ 1,5 bilhão em minas ao redor de Poços de Caldas; e a Serra Verde, que tem minas na região homônima, em Goiás.





 
 
 

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