Empresa intermediária de filme sobre Jair Bolsonaro recebeu R$ 159 milhões de fundos investigados, revela Polícia Federal


Uma empresa responsável por intermediar recursos para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos sob investigação da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (14).
Apontam que a Entre Investimentos mobilizou o montante A PF investiga o caso por suspeitas de fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro no Banco Master.
De acordo com relatórios de inteligência financeira do Coaf, obtidos pela TV Globo e reproduzidos pelo portal G1, a parte expressiva desses recursos tem ligação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que se encontra preso em Brasília.
Ele é acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode atingir a cifra de R$ 12 bilhões.
O FLUXO FINANCEIRO
A investigação aponta que a Entre Investimentos teria servido como ponte entre Vorcaro e a produção do filme. Embora o acordo total previsse R$ 124 milhões para a obra, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos pelo dono do Master, a PF ainda apura quanto dos R$ 159,2 milhões recebidos pela intermediária foi destinado à produtora.
Os repasses à Entre Investimentos vieram de fontes já monitoradas pela Operação Compliance Zero. As novas revelações reforçam o impacto das mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil, nos quais o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava pagamentos de Vorcaro para a conclusão do filme, mesmo ainda recebendo apoio do Jair em sua versão. Em sua defesa pública, o senador sustenta que buscava apenas patrocínio privado.
Contudo, a investigação ganha contornos mais graves com o envolvimento da Entrepay (grupo da Entre Investimentos), que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central em março de 2023 por irregularidades e comprometimento econômico-financeiro.





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