Erika Hilton aciona STF e PGR para bloquear bens, contas e perfis de Eduardo Bolsonaro; confira


A congressista Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou nesta quinta-feira (10) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sejam congeladas as contas bancárias do deputado federal afastado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A legisladora também pediu a interrupção de aportes financeiros, propriedades e contribuições em dinheiro realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, para custear a permanência dele nos Estados Unidos.
Em março do corrente ano, Eduardo solicitou afastamento de seu cargo como parlamentar e se mudou para os Estados Unidos, justificando sua saída como sendo uma questão de perseguição política. Ele está sendo investigado pelo STF por supostamente ter contribuído para incitar o governo americano a tomar ações contra o governo brasileiro e o próprio STF.
A deputada fez seu pedido após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar nesta quinta-feira (9) uma taxa de 50% sobre as exportações do Brasil, com início em 1° de agosto, além de criticar a postura do STF em relação ao julgamento de Bolsonaro no caso da tentativa de golpe.
Segundo a parlamentar, o filho de Bolsonaro está trabalhando para minar a autonomia do Brasil e prejudicar a economia nacional em busca de “vantagens individuais”.
“As medidas articuladas pelo investigado e impostas pelo governo dos Estados Unidos ofendem frontalmente compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente os princípios da nação mais favorecida, da não discriminação e da boa-fé nas relações multilaterais”, argumenta a deputada.
O prazo do inquérito que apura a conduta de Eduardo Bolsonaro foi extendido por mais 60 dias ontem. Na sua decisão, Alexandre de Moraes argumenta que o investigado segue influenciando o progresso da ação penal relacionada à conspiração golpista.
“Verifica-se que o investigado Eduardo Nantes Bolsonaro permanece praticando condutas com o objetivo de interferir e embaraçar o regular andamento da AP 2.668/DF [núcleo 1], que já se encontra em fase de apresentação de alegações finais pelas partes”, disse Moraes.





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