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Escutas do caso Adriano da Nóbrega são encerradas após menção a Bolsonaro; confira.

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
10 de fev. de 2021
1 min de leitura

Após o nome do presidente da República (sem partido) ser mencionado em um dos telefonemas da irmã do assassinado Adriano da Nóbrega, o Ministério Público (MP) encerrou as escutas. Tatiana Magalhães da Nóbrega afirmou em uma das conversas que queriam "ligar ele ao Bolsonaro". A informação é do Intercept.


Tatiana é uma das suspeitas de integrar a organização criminosa responsável pela proteção e continuidade dos negócios ilícitos do irmão, ex-capitão do Bope, o batalhão de elite do Rio de Janeiro. As suas ligações telefônicas passaram a ser monitoradas no início de fevereiro de 2019, poucos dias após Adriano ter tido a prisão decretada na operação Intocáveis.


As escutas denunciaram construções ilegais de prédios em terrenos invadidos por policiais e ex-policiais militares ligados à milícia do Rio.


Em uma conversa em fevereiro de 2020, Tatiana afirmou que Adriano "tinha muita coisa e mexia com muita gente". Depois, citou Bolsonaro.


As quebras de sigilos de comunicação dos suspeitos eram renovadas sistematicamente, mas uma semana após o aparecimento do nome do presidente, o MP optou por não renovar mais as escutas no celular da irmã do ex-capitão.Foto : Júlio Nascimento/PR

 
 
 

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