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FBI faz buscas em casa de John Bolton, ex-assessor de Trump

  • Foto do escritor: Vandinho
    Vandinho
  • 22 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

OFBI (polícia federal norte-americana) realizou buscas na casa e em um escritório de John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca durante o primeiro mandato de Donald Trump, durante esta sexta-feira (22).

 

Segundo relataram fontes ligadas ao caso à agência de notícias The Associated Press (AP), a investigação está relacionada com a possível retenção de informações de segurança nacional.


As buscas foram realizadas na casa de John Bolton, em Maryland, e no seu escritório, em Washington. 


Bolton, que foi conselheiro de segurança nacional durante o primeiro mandato de Donald Trump e posteriormente tornou-se crítico do republicano, não foi preso nem acusado de nenhum crime.


Esta manhã, o diretor do FBI, Kash Patel, publicou na rede social X que "NINGUÉM está acima da lei" e que os agentes da autoridade estavam "em missão".


Em resposta, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, defendeu que "a segurança dos Estados Unidos não é negociável". "A justiça será feita. Sempre", atirou.


Em uma entrevista ABC no início deste mês, recorda a AP, Bolton tinha sido questionado se estava preocupado com a possibilidade de a administração Trump tomar medidas contra ele por ser crítico do presidente. No entanto, Bolton disse que Trump já tinha "ido atrás dele" ao retirar-lhe a segurança pessoal.


Acrescentou: "Acho que esta é uma presidência de retaliação".


No início do ano, dias após a tomada de posse de Donald Trump, Bolton tinha revelado que o republicano o tinha retirado da proteção do Serviço Secreto destinado a altos funcionários.


Considerado belicista, Bolton afirmou que foi alvo de um plano de assassinato do Irã entre 2021 e 2022. Teerã queria, supostamente, vingar a morte do seu general Qassem Soleimani, morto a 3 de janeiro de 2020 em um ataque com drones no Iraque ordenado pelo presidente Donald Trump quando ocupou pela primeira vez a Casa Branca (2017-2021).


De acordo com o republicano Bolton, o ex-presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, tinha prolongado a sua medida de proteção dos Serviços Secretos em janeiro de 2021, mas Donald Trump retirou-a e cortou todo o seu acesso a dados de segurança e de inteligência.


A relação entre Trump e o ex-assessor deteriorou-se após uma série de desentendimentos sobre a política externa dos Estados Unidos, que levaram à saída de Bolton do cargo em setembro de 2019.


Na época, Trump afirmou que demitiu Bolton por discordar das suas posições, mas Bolton disse que foi o próprio que decidiu se demitir.


A tensão aumentou ainda com a publicação do livro ‘The Room Where It Happened’, no qual Bolton teceu várias críticas a Trump. 


O livro, divulgado pouco antes das eleições presidenciais de 2020, revelava um retrato cru, sem filtros, do comportamento de Trump nos contatos com líderes estrangeiros. 


Na ocasião, o governo de Trump tentou impedir a publicação, alegando que o manuscrito continha informação classificada que poderia comprometer a segurança nacional. Noticias ao Minuto


 
 
 

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