Fechamento da Ford pode afetar até 20 mil pessoas na Bahia, analisa presidente da Fecomércio.


O fechamento da Ford na Bahia pode afetar economicamente, de forma direta e indireta, até 20 mil baianos, conforme análise feita pela assessoria econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) e divulgada pelo presidente Carlos Andrade, durante entrevista nesta quinta-feira, 21, para o 'Isso é Bahia', na rádio A TARDE FM.
Carlos pontua que a maior preocupação no momento é com o número de desempregados diretos, que gira em torno de 4 mil pessoas. Depois as outras pessoas afetadas indiretamente, como prestadores de serviços e fábricas satélites que só produziam para aquela montadora.
O presidente da federação também apresentou inquietação com o fechamento da Ford conciliar com o fim do auxílio emergencial oferecido pelo governo federal. "Sem esta ajuda fica ainda mais difícil para que estas pessoas desempregadas possam se manter".
Expectativa para 2021
Ainda durante entrevista para o 'Isso é Bahia', Carlos se mostrou otimista com a recuperação econômica do país em 2021, mas destaca que ainda não será possível, neste ano, recuperar todas as perdas que a pandemia causou em 2020.
"Este ano ainda não será de plena recuperação financeira. Nós entendemos que o ano de 2020 foi perdido, mas estamos otimista em 2021. Não sei se recuperamos tudo, mas conseguiremos recuperar uma parte do que foi perdido em 2020", comenta.
Reforma tributária
Além do auxílio emergencial, o presidente da Fecomércio aposta na necessidade urgente de uma reforma tributária para a recuperação ágil das empresas afetadas pela pandemia e critica os altos impostos que são cobrados aos empresários.
"Para ajudar no retorno econômico de 2021 é preciso que retorne também com o auxílio emergencial e que se tenha uma política de juros baixos para as pequenas empresas e os Micro Empreendedores Individuais (MEI). Nossa carga tributária ainda é muito grande", alega Carlos.
Que finaliza: "Precisamos ter urgência para que a reforma tributária ocorra o mais rápido possível ou vamos ter que trabalhar para pagar impostos. Assim como era na época da colonização, quando tínhamos que pagar 20% de tudo para os portugueses".
Assista.




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