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Flávio Bolsonaro diz nos EUA que Lula quer 'tarifaço' para ter ganho político

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    Vandinho
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar o presidente Lula neste domingo (5) e afirmou que o petista quer que os Estados Unidos tarifem o Brasil por ver ganhos políticos, numa provocação a seu adversário nas eleições.

 

Flávio deu a declaração em Washington, onde está para participar de uma audiência USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), órgão que negocia a aplicação das taxas, na terça-feira (7). 


"O presidente da República simplesmente lavou as mãos e ele é o único no mundo que quer essa tarifação para as empresas brasileiras porque ele acha que vai ter algum retorno político. E todos os itens que estão sendo levados em consideração para saber se vão colocar a tarifa ou não, entre eles, é a corrupção. E claramente sabemos que o governo não combate a corrupção", disse o senador. 


A declaração foi dada por Flávio em uma transmissão ao vivo nas redes sociais ao lado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (SP). O senador também fez um vídeo neste domingo em que volta a afirmar que está nos EUA para "defender o Pix". 


O USTR concluiu uma investigação sobre supostas práticas desleais de comércio do Brasil com os EUA e propôs a aplicação de tarifas de 25% a produtos brasileiros. Um dos argumentos dos americanos é que o Pix causa prejuízo às empresas de lá. 


O governo brasileiro vem negociando com os EUA desde o ano passado para evitar que haja a imposição das sobretaxas. O presidente Lula tem chamado o senador de "traidor da pátria", porque seu irmão instigou o governo americano a agir contra o Brasil, o que tem dado munição ao discurso de soberania do país. 


Em junho, Flávio exibiu cartaz com a mensagem "O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!", um dia após o petista ter levantado outro que dizia "O Pix é do Brasil!". 


Em documento enviado na semana passada ao órgão responsável pelas tarifas, a gestão argumentou que o tarifaço proposto contra o Brasil afetará interesses americanos e reduzirá o espaço para diálogo entre os dois países em temas comerciais 


Por isso, tentando evitar a culpa por eventual imposição de tarifas dos EUA, Flávio enviou ao governo dos Estados Unidos um documento em que oferece vantagens comerciais aos americanos, como a eliminação de tarifas para o etanol e a redução da carga tributária de empresas de cartão de crédito. 


Também disse que a confirmação do tarifaço de 25% proposto pelo órgão daria a Lula uma "vitória política" e pediu que Trump decida sobre as tarifas após as eleições. 


Flávio também incorporou a defesa do Pix. Na sexta, o senador disse que vai defender o Pix aos americanos. 


"Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso Pix, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para empresas brasileiras. E é o único que quer a tarifação dos nossos produtos brasileiros que são enviados para os Estados Unidos", disse na sexta, em seminário do PL no Rio de Janeiro voltado para estratégias de comunicação. 


O documento enviado por Flávio aos EUA destaca que ele é senador da República, figura proeminente da oposição e pré-candidato à Presidência. Também lembra que o senador se encontrou com Trump, com o vice JD Vance e com o secretário de Estado, Marco Rubio. 


O texto sugere que os Estados Unidos suspendam, ao menos até a eleição, o processo de aplicação das tarifas de 25% propostas pelo USTR e abram uma mesa de negociação sobre os seis itens citados na investigação comercial: comércio digital, tratamento tarifário preferencial, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento. 


Lula criticou o documento enviado por Flávio no qual o senador também pede a "libertação" do Mercosul e a postergação do tarifaço para depois das eleições brasileiras. 


"É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano", escreve o perfil de Lula no X (antigo Twitter). 


"Nós sempre vamos dialogar de igual pra igual com qualquer nação do mundo. Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois", diz Lula. BN


 
 
 

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