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Governo anuncia aumento da mistura de etanol na gasolina; confira

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    Vandinho
  • há 41 minutos
  • 6 min de leitura
Foto: Reprodução
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O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (14) que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará dos atuais 30% para 32% a partir de 1º de agosto de 2026. A medida foi aprovada durante reunião do Conselho Nacional de  Política Energética (CNPE). A proposição havia sido feita pelo governo no início de junho.


Segundo o governo, a ampliação da participação do biocombustível deve reduzir em cerca de 0,03% o preço da gasolina, ajudando a conter reajustes nas bombas em meio à alta do petróleo provocada pelo agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.


Conflito internacional pressiona preço do petróleo

Desde o início da escalada do conflito no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo registrou forte valorização, pressionando os custos dos combustíveis em diversos países.


Grande parte dessa preocupação está relacionada ao Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo. A região tornou-se um dos principais focos de tensão internacional devido às disputas envolvendo o governo iraniano e os Estados Unidos, aumentando o receio de interrupções no abastecimento global.


Governo defende redução da dependência da gasolina

Além da tentativa de reduzir o impacto da alta do petróleo, o governo afirma que o aumento da mistura de etanol fortalece a produção nacional de biocombustíveis, reduz a dependência da gasolina de origem fóssil e contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.


Especialistas alertam para possíveis impactos nos veículos

Apesar dos argumentos apresentados pelo governo, a decisão enfrenta resistência de entidades do setor automotivo e especialistas em mecânica.


As principais preocupações envolvem o aumento do consumo de combustível, a redução da autonomia dos veículos e possíveis desgastes em componentes mecânicos, principalmente em modelos mais antigos ou que não foram projetados para operar com teores mais elevados de etanol.


Falta de testes conclusivos

Representantes da indústria automotiva afirmam que ainda não foram apresentados estudos amplos e independentes que comprovem a durabilidade dos motores com a utilização contínua de percentuais mais elevados de etanol na gasolina.


Maior consumo de combustível

Como o etanol possui menor poder energético que a gasolina, os veículos tendem a consumir um volume maior de combustível para percorrer a mesma distância, reduzindo a autonomia.


Possível prejuízo ao consumidor

Críticos da medida argumentam que o motorista poderá abastecer com gasolina que contém mais etanol, mas sem uma redução proporcional no preço final, comprometendo a relação entre custo e rendimento.


Desgaste de componentes

Especialistas também apontam que o etanol absorve mais umidade, característica que pode acelerar o desgaste de componentes como bombas de combustível, mangueiras, bicos injetores e sistemas de alimentação, especialmente em veículos mais antigos.


Problemas na partida a frio

Outra preocupação envolve automóveis movidos exclusivamente a gasolina, que podem apresentar dificuldades na partida em temperaturas mais baixas, além de falhas de funcionamento e irregularidades na marcha lenta.


Boris Feldman critica aumento da mistura

O jornalista e engenheiro Boris Feldman, um dos principais especialistas em automóveis do país e fundador do portal AutoPapo, criticou a decisão.

“Quando se aumenta o teor de etanol, o consumo sobe. Isso é fato, porque o etanol tem menor poder energético. A promessa de compensação no preço nem sempre se confirma na bomba, como já aconteceu antes. Ou seja, você pode acabar rodando menos por litro sem necessariamente pagar menos por isso.”

Boris também chamou atenção para possíveis impactos em veículos que não foram desenvolvidos para operar continuamente com uma concentração maior de etanol.

“Além disso, existe um ponto pouco discutido. Nem todo veículo foi pensado para lidar com teores mais altos de etanol de forma contínua. Em motos e carros não flex, podem surgir dificuldades de partida, principalmente em temperaturas mais baixas, além de possíveis impactos no funcionamento ao longo do tempo.”

Por fim, o especialista afirmou que a discussão não é sobre a utilização do biocombustível, mas sobre a necessidade de mais transparência nos estudos técnicos.

“O problema não é discutir biocombustível. O Brasil é referência nisso. O ponto é como essa decisão é tomada e aplicada. Sem transparência sobre testes completos e impactos reais, quem assume o risco acaba sendo o usuário.”

Mudança entra em vigor em 1º de agosto e, segundo o governo, ajudará a conter a alta dos combustíveis provocada pela tensão no mercado internacional de petróleo.


O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (14) que a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará dos atuais 30% para 32% a partir de 1º de agosto de 2026. A medida foi aprovada durante reunião do Conselho Nacional de  Política Energética (CNPE).


Segundo o governo, a ampliação da participação do biocombustível deve reduzir em cerca de 0,03% o preço da gasolina, ajudando a conter reajustes nas bombas em meio à alta do petróleo provocada pelo agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.


Conflito internacional pressiona preço do petróleo Desde o início da escalada do conflito no Oriente Médio, o preço do barril de petróleo registrou forte valorização, pressionando os custos dos combustíveis em diversos países. Grande parte dessa preocupação está relacionada ao Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo.


A região tornou-se um dos principais focos de tensão internacional devido às disputas envolvendo o governo iraniano e os Estados Unidos, aumentando o receio de interrupções no abastecimento global.


Governo defende redução da dependência da gasolina Além da tentativa de reduzir o impacto da alta do petróleo, o governo afirma que o aumento da mistura de etanol fortalece a produção nacional de biocombustíveis, reduz a dependência da gasolina de origem fóssil e contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.


Especialistas alertam para possíveis impactos nos veículos Apesar dos argumentos apresentados pelo governo, a decisão enfrenta resistência de entidades do setor automotivo e especialistas em mecânica.


As principais preocupações envolvem o aumento do consumo de combustível, a redução da autonomia dos veículos e possíveis desgastes em componentes mecânicos, principalmente em modelos mais antigos ou que não foram projetados para operar com teores mais elevados de etanol.


Falta de testes conclusivos Representantes da indústria automotiva afirmam que ainda não foram apresentados estudos amplos e independentes que comprovem a durabilidade dos motores com a utilização contínua de percentuais mais elevados de etanol na gasolina. Maior consumo de combustível.


Como o etanol possui menor poder energético que a gasolina, os veículos tendem a consumir um volume maior de combustível para percorrer a mesma distância, reduzindo a autonomia. Possível prejuízo ao consumidor Críticos da medida argumentam que o motorista poderá abastecer com gasolina que contém mais etanol, mas sem uma redução proporcional no preço final, comprometendo a relação entre custo e rendimento.


Desgaste de componentes Especialistas também apontam que o etanol absorve mais umidade, característica que pode acelerar o desgaste de componentes como bombas de combustível, mangueiras, bicos injetores e sistemas de alimentação, especialmente em veículos mais antigos. Problemas na partida a frio Outra preocupação envolve automóveis movidos exclusivamente a gasolina, que podem apresentar dificuldades na partida em temperaturas mais baixas, além de falhas de funcionamento e irregularidades na marcha lenta. Boris Feldman critica aumento da mistura O jornalista e engenheiro Boris Feldman, um dos principais especialistas em automóveis do país e fundador do portal AutoPapo, criticou a decisão.


"Quando se aumenta o teor de etanol, o consumo sobe. Isso é fato, porque o etanol tem menor poder energético. A promessa de compensação no preço nem sempre se confirma na bomba, como já aconteceu antes. Ou seja, você pode acabar rodando menos por litro sem necessariamente pagar menos por isso."


Boris também chamou atenção para possíveis impactos em veículos que não foram desenvolvidos para operar continuamente com uma concentração maior de etanol. "Além disso, existe um ponto pouco discutido.


Nem todo veículo foi pensado para lidar com teores mais altos de etanol de forma contínua. Em motos e carros não flex, podem surgir dificuldades de partida, principalmente em temperaturas mais baixas, além de possíveis impactos no funcionamento ao longo do tempo." Por fim, o especialista afirmou que a discussão não é sobre a utilização do biocombustível, mas sobre a necessidade de mais transparência nos estudos técnicos.


"O problema não é discutir biocombustível. O Brasil é referência nisso. O ponto é como essa decisão é tomada e aplicada. Sem transparência sobre testes completos e impactos reais, quem assume o risco acaba sendo o usuário." Debate deve continuar


A decisão do CNPE deve ampliar o debate entre governo, indústria automotiva e consumidores. Enquanto o Palácio do Planalto sustenta que a medida traz benefícios econômicos, energéticos e ambientais, representantes do setor automotivo defendem a realização de mais estudos para avaliar os efeitos da nova composição da gasolina sobre a frota brasileira.



 
 
 

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