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Investigada, delegada Maria Selma é afastada por 30 dias; "risco de reiterar práticas delituosas".

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
25 de fev. de 2021
3 min de leitura

A delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, determinou, via Diário Oficial da Bahia, o afastamento preventivo da também delegada Maria Selma Pereira Lima pelo período de 30 dias.

A então titular do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio está fora das atividades desde setembro de 2020, quando passou a ser investigada pelo Ministério Público pela prática de diversas supostas irregularidades no exercício da função.


O documento, assinado na quarta-feira (24/2), não traz o nome de Maria Selma, apenas a matrícula. Além disso, ela não terá seus vencimentos cortados. "O relatório final do inquérito policial referenciado e a representação do Corregedor Chefe da Polícia Civil, evidenciou que existe o risco de que no exercício do cargo a servidora reitere nas práticas delituosas consubstanciadas no bojo da apuração", diz um trecho do DOE.


"A servidora afastada, administrativamente, permanecerá, à disposição da Corregedoria, no período acima consignado e deverá indicar endereço, telefone, Email e outros meios de contato suficientes para que possa ser encontrada", completou.


DENÚNCIA


No início de setembro de 2020, a delegada Carla Ramos enviou ao Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público estadual (Gaeco) um documento que apontava supostas irregularidades cometidas pela colega de profissão, à época titular do DCCP.


Maria Selma foi exonerada do DCCP também no início de setembro. Tanto o nome dela quanto de outros 12 delegados constavam na lista publicada no Diário Oficial. Em diversos vídeos publicados nas redes, ela já comentou o caso e ressaltou que não pretende sair da vida policial para outra carreira.


"Estou aqui em respeito a vocês, meus 12 mil seguidores, para dizer que essas calúnias foram inventadas por essa delegada, que foi presa recentemente por tortura [está se vingando], e por esses quatro investigadores que eu tirei da delegacia de veículos [Delegacia de Repressão a Furto e Roubo de Veículos - DRFRV], porque estão respondendo, tanto na Corregedoria, quanto na Justiça, por extorsão. Então, gente, eu vou processar todos".


Entre outros pontos, o relatório sustenta que Selma, que já foi titular da 16ª Delegacia Territorial (DT/Pituba), usava as dependências da unidade policial para "supostamente cooptar meliantes para integrar a organização criminosa, usando o falso policial civil Claudio Marco Veloso Silva e a pessoa apontada como seu companheiro, Pedro Ivan Matos Damasceno como intermediários".



A pessoa do outro lado da linha seria Selma. Não há detalhes sobre quando o arquivo foi gravado, mas o rapaz que aparece solicitando R$ 4 mil no telefonema seria Pedro Ivan. Ele, que tem várias passagens pela Polícia Civil e estaria, na oportunidade, na frente de policiais da 13ª Companhia Independente (CIPM/Pituba), é apontado como ex-namorado de Maria Selma pela delegada Carla Ramos.


A defesa de Selma Lima, procurada pelo Aratu On, disse, na oportunidade, por meio de um comunicado que “foi ventilado no início das investigações da Corregedoria da Polícia Civil, mas a delegada Selma disse não reconhecer como sendo dela a voz e, consequentemente, não ser verdadeiro o fato, podendo inclusive ser comprovado por uma simples perícia fonológica".

A nota "atribui esses fatos a pessoas que estavam incomodadas com o trabalho sério que ela vinha fazendo na 16ª Delegacia no combate ao crime. Confia que seus advogados Sérgio Habib e Thales Habib vão conseguir absolvê-la dessas infundadas acusações criadas por fake news na internet, sem que tais fatos estejam nos autos das apurações realizadas no inquérito", concluiu. Aratu Online.


 
 
 

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