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Justiça condena homem a pagar R$ 65 mil por racismo contra influenciador baiano

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
30 de abr.
2 min de leitura
Foto: redes Sociais
Foto: redes Sociais

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) condenou um morador do Distrito Federal ao pagamento de R$ 65 mil por danos morais após a prática de injúria racial contra o influenciador baiano Jefferson Costa Santos.


A decisão foi proferida nesta terça-feira (28) pela juíza Eliene Simone Silva Oliveira, da Quinta Turma Recursal, não cabe mais recurso.


De acordo com o processo movido por Jefferson e seu parceiro, Emerson Bruno Silva Costa, os ataques tiveram início após o réu ter flertes rejeitados pelo casal.


O que começou como interações invasivas e manifestações de ciúmes nas redes sociais escalou para um cenário de hostilidade motivado pelo relacionamento dos dois.


As agressões evoluírem para ataques explícitos de cunho racista e classista direcionados a Jefferson. Em mensagens expostas no processo, o agressor utilizou termos como "macaco" e "negro escroto" para inferiorizar o influenciador perante seu companheiro.

No processo, as vítimas relataram episódios de abalo emocional e sofrimento psicológico, argumentando que as ofensas transcendem o dano individual por refletirem o racismo estrutural da sociedade.


Diante disso, a ação obteve o reconhecimento do dano moral, com o réu condenado a pagar uma indenização mínima de 50 salários mínimos, valor sujeito a juros e correção.


Relatos expõem racismo persistente em Salvador


Salvador, capital com o maior número de pessoas pretas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda registra casos frequentes de racismo em diferentes espaços da cidade.


O total de 34,14% da população da capital se declara preta (825.509 pessoas) e 49,07% parda (1.186.416), somando mais de 2 milhões de moradores negros, de acordo com dados do Censo de 2022.


Na Bahia, em 2024, foram registrados 1.642 casos de racismo e intolerância, em levantamento que analisou cerca de 4,5 mil ocorrências no período.


Os dados são do relatório Quando a cor da pele define o alvo – Racismo, território e desafios para a sociedade baiana (2022–2024), realizado pelo Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE).


O estudo indica ainda que as ocorrências se concentram principalmente em bairros de áreas centrais e de classe média alta, caracterizados pela maior circulação de pessoas e presença de espaços comerciais e de serviços. Entre os locais com maior número de registros estão Caminho das Árvores (9,6%), Pituba e Itapuã (ambos com 7,8%) e Barra (7,1%). AratuOn



 
 
 

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