Justiça decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, Poze do Rodo e outros em investigação bilionária
- Vandinho

- 24 de abr.
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A Justiça Federal em Santos (SP) determinou a prisão preventiva de diversos investigados em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, entre eles os artistas MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23), após pedido da Polícia Federal.
O caso é investigado no âmbito da Operação Narco Fluxo, que apura a movimentação de mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais, como apostas clandestinas, rifas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas” e transações com criptomoedas.
A nova decisão ocorre após o Superior Tribunal de Justiça conceder habeas corpus que questionou a legalidade das prisões temporárias anteriores.
Com o avanço das investigações e análise de materiais apreendidos, a PF entendeu haver elementos suficientes para solicitar a conversão das prisões em preventivas, medida sem prazo determinado.
Ao todo, 36 investigados tiveram a prisão convertida em preventiva, enquanto outros três foram colocados em prisão domiciliar.
A Justiça considerou que há risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, como destruição de provas ou combinação de versões.
A prisão preventiva é aplicada quando há indícios de que o investigado possa atrapalhar o andamento do processo ou oferecer risco à ordem pública, diferentemente da prisão temporária, que tem prazo limitado e costuma ocorrer no início das apurações.
As defesas dos envolvidos criticaram a decisão. Os advogados de MC Ryan SP afirmaram que o novo pedido da PF foi feito fora do momento adequado e questionaram a ausência de justificativas anteriores para a medida.
Já a defesa de Raphael Sousa Oliveira informou que pretende recorrer às instâncias superiores, alegando falta de fundamentação individualizada na decisão.
A investigação que resultou na operação teve início a partir da análise de dados armazenados em nuvem ligados a um dos suspeitos, obtidos em apurações anteriores realizadas pela Polícia Federal. g1





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