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Justiça mantém prisão de personal trainer investigado por estupro - Em Salvador/BA

Foto do escritor: Vandinho
Vandinho
24 de jul.
2 min de leitura
Foto: Reprodução
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A Justiça da Bahia determinou a manutenção da prisão do personal trainer Maurício Brasil Maia, investigado por suspeita de estupro e importunação sexual durante atendimentos apresentados como técnicas de liberação miofascial em Salvador.


A Justiça da Bahia determinou a manutenção da prisão do personal trainer Maurício Brasil Maia, investigado por estupro e importunação sexual


A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (23). Segundo a decisão judicial, obtida pelo AratuON, Maurício permanecerá sob custódia do Estado, à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.


Além de manter a prisão, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a transferência imediata do investigado para uma unidade prisional adequada.


Investigação reúne denúncias de estupro e importunação sexual


Maurício Brasil Maia foi preso por suspeita de cometer crimes de estupro e importunação sexual durante atendimentos realizados em um estabelecimento comercial de Salvador.


Segundo as investigações, ele se apresentava como educador físico e afirmava estar habilitado para realizar procedimentos terapêuticos. No entanto, oito mulheres denunciaram que os atendimentos incluíam comportamentos incompatíveis com qualquer finalidade clínica.


Outras mulheres procuraram a polícia


As denúncias contra o personal ganharam repercussão em dezembro do ano passado, após a enfermeira e influenciadora digital Maria Emília relatar o caso nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, outras oito mulheres procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência contra Maurício Brasil Maia.


Maria Emília contou que iniciou um acompanhamento com o personal em janeiro e afirmou que, logo na primeira consulta, foi orientada a permanecer de biquíni durante a avaliação física.


Ela disse que se sentiu desconfortável com a proximidade do profissional, mas acreditou que o procedimento fazia parte da avaliação. Na segunda consulta, segundo o relato da vítima, o comportamento do investigado se agravou.


A influenciadora afirmou que foi orientada a permanecer apenas de calcinha e sutiã e que o personal passou a realizar movimentos de conotação sexual.


"Eu dei um tapa na mão dele e pedi para parar. Foi quando ele pegou minha mão, colocou no órgão genital dele e disse: 'Veja só como eu fico com você'", relatou.


Academia afirma que personal não integra quadro de funcionários


Após a repercussão do caso, a Hammer Fitness Club, rede de academias citada nas denúncias, informou que Maurício Brasil Maia nunca foi funcionário da empresa.


Segundo a academia, ele apenas utilizava o espaço para atender alunos como personal trainer particular e não frequenta nenhuma unidade da rede desde 2022.


As investigações seguem em andamento. A identificação do investigado não representa condenação, e ele terá direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial. AratuOn


 
 
 

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