Mark Zuckerberg decreta fim dos celulares e apresenta substituto inovador; confira
- Vandinho

- 13 de set.
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Mark Zuckerberg, presidente da Meta e figura proeminente no setor tecnológico, declarou que a era dos smartphones está se aproximando do seu término. Essa revelação surpreendente é acompanhada por sua perspectiva sobre o futuro da conectividade, que, segundo ele, reside nos óculos inteligentes, que proporcionam uma vivência mais coesa e menos invasiva.
Durante muitos anos, os celulares inteligentes atuaram como a chave para o acesso à internet e à interconexão mundial, transformando profundamente nosso dia a dia. Eles se tornaram parte essencial de nossa vida, influenciando a maneira como executamos nossas atividades profissionais, fazemos compras e interagimos com os outros.
Entretanto, Zuckerberg pensa que o dispositivo atingiu seu ponto máximo. A maior limitação, na visão dele, é a ausência de discrição. Para o executivo, a resposta está na utilização de óculos inteligentes que oferecem uma experiência totalmente imersiva na tecnologia, eliminando a necessidade de uma tela aos mãos.
A Meta acredita que a tecnologia deve se tornar “invisível”, se integrando de forma discreta ao nosso dia a dia. Os óculos inteligentes representam essa visão, possibilitando uma interação fluida com o ambiente digital, sem a necessidade de um aparelho físico que precise ser manipulado a todo momento.
Essa inovação vai além de uma simples ideia. A colaboração entre a Meta e a Ray-Ban gerou modelos de óculos inteligentes que aliam estilo e praticidade. Os óculos, conhecidos como Ray-Ban Meta, vêm equipados com fones de ouvido, câmeras de alta definição (12 MP) e microfones embutidos.
Zuckerberg imagina um amanhã em que as informações se integraram ao nosso campo de visão. Pense na possibilidade de obter a tradução imediata de um cardápio em um restaurante internacional ou solicitar orientações a uma inteligência artificial apenas com um comando de voz, sem precisar retirar as mãos do bolso. Essa é a realidade que ele garante que virá.
Há uma razão financeira por trás do investimento em tecnologias de ponta. O setor de smartphones atravessa um momento de paralisação. De acordo com a consultoria Canalys, houve uma diminuição de 1% nas vendas de smartphones no segundo trimestre de 2025. Essa diminuição impacta até os modelos mais acessíveis, que anteriormente eram a principal forma de atração para novos usuários.
A escassez de inovação é um dos fatores mais relevantes. O que um novo modelo de smartphone pode trazer de diferente em comparação às versões anteriores? As inovações são limitadas e não justificam o preço elevado. Os clientes estão percebendo que os benefícios em termos de produtividade e entretenimento são mínimos.
O crescimento dos valores também influencia o afastamento do público. Dispositivos como o iPhone 17, que ultrapassam a marca de 10 mil reais, desencorajam os compradores. Os consumidores optam por utilizar seus aparelhos por períodos mais longos, priorizando a resistência ao invés de procurar a mais recente inovação tecnológica anualmente.
A alocação de recursos em inovações como os óculos inteligentes representa uma estratégia para que as empresas preservem sua importância e a avaliação de mercado perante os acionistas. A expectativa de uma transformação tecnológica serve para evidenciar que a inovação está em andamento e que há perspectivas alentadoras além dos dispositivos móveis.
Entretanto, a adaptação aos óculos inteligentes não será uma tarefa simples. Mark Zuckerberg admite que obstáculos como o custo alto, a exigência de alteração de comportamentos e, sobretudo, as inquietações relacionadas à privacidade e à proteção dos dados devem ser enfrentados para que essa tecnologia ganhe aceitação generalizada. Agência Brasil








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