Ministro André Mendonça determina uso de tornozeleira eletrônica para irmão de Ciro Nogueira


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de medidas cautelares contra o presidente nacional do Partido Progressistas, o senador do Piauí Ciro Nogueira (PP), e seu irmão, o empresário Raimundo Nogueira Lima.
As determinações ocorridas no âmbito da Operação Compliance Zero , que investigam supostos esquemas de corrupção e vantagens indevidas ligadas ao “ Caso Master ”.
De acordo com a decisão, obtida pelo portal Poder360, o senador Ciro Nogueira está terminantemente proibido de manter contato com os demais investigados no inquérito.
Já para seu irmão, Raimundo Nogueira, as restrições são ainda mais severas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a concessão de permissão do território nacional.
A decisão de Mendonça detalha que Raimundo Nogueira deve seguir regras rigorosas de monitoramento. Além do uso do equipamento eletrônico, é proibido o acesso às sedes e escritórios das empresas investigadas e deve-se manter uma distância mínima de 50 metros de outras pessoas envolvidas no caso.
O empresário também teve o seu passaporte retido, ficando impedido de realizar viagens internacionais. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), Raimundo integraria uma estrutura empresarial que teria facilitado a obtenção de vantagens econômicas e patrimoniais em favor do Senado.
A PF sustenta que uma empresa administrada por ele adquiriu participação societária com "expressivo deságio", em uma operação avaliada como parte do suposto "propinoduto" investigado.
A investigação apura se Ciro Nogueira exerceu influência parlamentar para beneficiário do grupo econômico do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de benefícios pessoais.
"Ciro teria exercido atuação parlamentar parlamentar aos interesses do grupo empresarial [...] e, paralelamente, recebeu vantagens econômicas e patrimoniais", afirma o relatório da PF enviado ao STF.
Entre os benefícios apontados pelos investigadores estão o uso gratuito de imóveis de alto padrão, custeio de viagens e hospedagens de luxo, além do uso de cartões para despesas pessoais e pedidos de obtenção de dinheiro em espécie.
Em sua resposta, por meio de nota publicada nas redes sociais, o investigado pela Polícia Federal alega ter sido vítima de perseguição.
A defesa do senador foi negada irregularidades e, nas declarações anteriores, Ciro Nogueira chegou a afirmar que deixaria o caso do Senado verificar qualquer elo ilícito com o Banco Master.
O processo continua sob sigilo em relação aos detalhes específicos da colheita de provas, mas as medidas restritivas já estão em vigor por determinação do Corte. Agência Brasil





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